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A holding de investimentos de Warren Buffett agora detém uma participação de pouco menos de 5% na companhia
Pouco mais de um mês após despejar mais de um milhão de ações da BYD no mercado, a Berkshire Hathaway voltou a reduzir a posição na montadora de carros elétricos chinesa.
De acordo com informações da imprensa, a holding de investimentos de Warren Buffett agora detém uma fatia de pouco menos de 5% na companhia. Essa participação era de mais de 20% há cerca de dois anos.
Vale relembrar que, em 2008, a Berkshire comprou pela primeira vez cerca de 225 milhões de ações da BYD e, na época, pagou cerca de US$ 230 milhões pelos papéis. Na época, o investimento foi chancelado por Charlie Munger, braço direito de Buffett que faleceu no fim do ano passado.
A aposta de Munger se mostrou extremamente lucrativa quando o mercado de veículos elétricos registrou um crescimento explosivo na China e em outras partes do mundo e rendeu um ganho de 200% para a holding.
Fundada por Wang Chuanfu, a BYD começou a fabricar baterias para celulares na década de 1990. Em 2003, a empresa se tinha centrado no setor automotivo e agora se tornou a principal marca de automóveis na China.
No quarto trimestre do ano passado, a BYD destronou a Tesla como o maior fabricante mundial de veículos elétricos, vendendo mais carros movidos a bateria do que a rival norte-americana.
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O principal responsável pelo investimento da Berkshire na BYD foi Munger. O falecido vice-presidente da holding foi apresentado à BYD por seu amigo Li Lu, fundador da gestora de ativos Himalaya Capital.
Em 2010, Buffett chegou a dizer que seu amigo e braço direito merecia “100% do crédito pela BYD”.
Na reunião anual da Berkshire em maio, Buffett disse que não tinha desistido da BYD, mas destacou que a chinesa foi uma exceção gratificante para o seus negócios.
"Charlie bateu duas vezes na mesa comigo e apenas disse, você sabe, 'Compre, compre, compre'", disse Buffett aos acionistas. "A BYD era uma delas e Costco era a outra... Ele estava certo sobre ambas as empresas."
*Com informações da Bloomberg, da Reuters e da CNBC
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