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O conselho de administração da companhia recusou por unanimidade a proposta da BHP por considerar o acordo “extremamente pouco atraente”; entenda

Os investidores da Anglo American e BHP Group podem ter que guardar as roupas sociais para outra ocasião: ao que parece, um dos maiores casamentos do setor de mineração está prestes a subir no telhado.
Isso porque, enquanto a BHP esperava conquistar com galanteios — e quase US$ 39 bilhões —, a Anglo American rejeitou por completo a proposta da pretendente.
O negócio também é importante para o mercado brasileiro, já que a Anglo American detém a reserva do complexo Minas-Rio. Em fevereiro, a Vale (VALE3) adquiriu uma participação minoritária na subsidiária da mineradora no Brasil.
O conselho de administração da companhia recusou por unanimidade a proposta da BHP por entender que o acordo “subestima significativamente a Anglo American e suas perspectivas futuras”, segundo comunicado ao mercado.
Segundo a Anglo American, o acordo seria “extremamente pouco atraente” para os acionistas. Relembrando, a proposta da BHP incluía a aquisição de todas as ações da Anglo pela BHP por US$ 38,84 bilhões (aproximadamente R$ 200 bilhões, no câmbio atual).
A combinação entre BHP e Anglo concentraria ainda mais o negócio de exploração de minério de ferro, com a criação da maior mineradora do planeta.
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"A proposta da BHP é oportunista e falha em avaliar as perspectivas da Anglo American, ao mesmo tempo que dilui significativamente o valor relativo da participação positiva dos acionistas da Anglo American em relação aos acionistas da BHP”, afirmou Stuart Chambers, presidente do conselho (chairman) da Anglo American, em nota.
Vale lembrar que a BHP ainda pode lançar uma nova oferta ou tentar convencer diretamente os acionistas da Anglo a aceitar o negócio. A BHP deve anunciar se possui ou não intenção de realizar uma oferta firme até 22 de maio.
“Os acionistas da Anglo American são aconselhados a não tomar nenhuma atitude em relação à possível oferta. Um novo anúncio será feito quando apropriado. Não há certeza de que qualquer oferta firme será feita”, afirmou a Anglo.
Para Chambers, a estrutura proposta de megafusão cria “incerteza substancial e risco de execução suportado quase inteiramente pela Anglo American e seus acionistas”.
De acordo com o presidente do conselho, a Anglo American definiu prioridades estratégicas operacionais, de portfólio e de crescimento para entregar valor aos investidores.
"A Anglo American está bem posicionada para criar valor significativo a partir de seu portfólio de ativos de alta qualidade que estão bem alinhados com a transição energética e outras tendências importantes de demanda”, disse o executivo.
*Com informações de Reuters e CNBC.
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