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Investigado pela operação Disclosure, o executivo teve a prisão decretada pela Justiça, mas permanece solto por ter cidadania brasileira e espanhola

A novela do escândalo de fraude bilionária da Americanas (AMER3) não para de ganhar novos capítulos.
Em meio a polêmicas entre ex-executivos e diretores da companhia, o antigo CEO da varejista, Miguel Gutierrez, atualmente preso na Espanha, agora pode ser extraditado para o Brasil.
Isso porque o procurador do Ministério Público Federal (MPF), José Maria Panoeiro pediu formalmente a extradição de Gutierrez, segundo Lauro Jardim, do O Globo.
O procurador, responsável pela investigação da fraude na companhia, fez a solicitação na quarta-feira (10) ao juiz federal Márcio Carvalho, 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
No pedido de extradição, o MPF acusa o ex-CEO de liderar um esquema de fraudes que resultou no rombo de mais de R$ 20 bilhões na Americanas.
Gutierrez está na Espanha desde junho de 2023, quando se instalou em Madri e não voltou ao Brasil. Ele chegou a ser preso em Madri no final do mês passado, mas foi solto dias depois. Ele teria entregue seu passaporte às autoridades brasileiras e espanholas.
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Por conta disso, o MPF destacou a necessidade do requerimento. “O presente requerimento se faz necessário na medida em que, caso negada a extradição, abre-se a possibilidade de processamento do requerido no Reino da Espanha, conforme o tratado indicado”.
Gutierrez e outros 13 executivos e pessoas ligadas à Americanas são alvo da Operação Disclosure, da Polícia Federal, que investiga as fraudes contábeis reveladas no início do ano passado e que levaram a varejista à recuperação judicial.
A investigação revelou fortes indícios da prática dos crimes de manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Nas últimas semanas, os investigados foram alvo de mandados de busca e apreensão, além dos mandados de prisão contra os dois executivos que estavam fora do Brasil.
Segundo os investigadores, o ex-CEO teve envolvimento direto nas fraudes da varejista, "uma vez que participava do fechamento dos resultados". Ele tinha a palavra final sobre os números supostamente inflados levados ao Conselho de Administração e ao mercado, diz a PF.
Os advogados de Gutierrez reforçaram que ele "jamais participou ou teve conhecimento de qualquer fraude e vem colaborando com as autoridades, prestando os esclarecimentos devidos nos foros próprios".
*Com informações de O Globo
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