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A ciclista de 31 anos diz que o período em que atuou no mercado foi fundamental para o sucesso no esporte

No último domingo (4), a norte-americana Kristen Faulkner conquistou a medalha de ouro no ciclismo de estrada nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 após 158 quilômetros de prova.
A ciclista do Alasca, de 31 anos, foi a primeira americana a se tornar campeã olímpica desde que Connie Carpenter ganhou o ouro há 40 anos, nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, na primeira participação da modalidade nos Jogos.
Mas Faulkner já percorreu outros caminhos muito diferentes até o ciclismo de estrada.
A atleta cresceu em Homer, uma pequena cidade na Península de Kenai, no Alasca. Durante a graduação na Universidade de Harvard, ela se juntou à equipe feminina de remo da instituição, onde se formou em 2016 no curso de ciência da computação.
A americana só começou a competir no ciclismo em 2017, quando se mudou para Nova York para trabalhar como assessora de investimentos em capital de risco
Em entrevista à NBC News, Kristen afirmou que começou no esporte porque sentia a necessidade de praticar atividades ao ar livre. E o convite para as Olimpíadas veio após ser convocada para a equipe dos Estados Unidos, depois que Taylor Knibb desistiu da vaga corrida de rua para se concentrar em outras modalidades, como o triatlo.
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Depois de entrar no mundo do esporte por diversão, ela se inscreveu em uma clínica introdutória para ciclismo feminino no Central Park, em Nova York.
Em 2020, ela já estava competindo pela equipe TIBCO-Silicon Valley Bank, a equipe profissional de ciclismo feminino mais antiga da América do Norte.
No ano seguinte, Faulkner deixou a profissão no mercado financeiro para se dedicar ao esporte em tempo integral – ela imaginou que seria um breve desvio em sua carreira e duraria no máximo dois ou três anos, disse em entrevista ao Wall Street Journal.
Atualmente, correndo pela equipe feminina continental americana EF-Oatly-Cannondale, Faulkner desenvolveu uma paixão profunda pelo esporte: a competitividade, a amizade com suas companheiras de equipe e a rotina constante de treinamento.
Mesmo com a transição de carreira, a atleta considera que sua carreira no mercado financeiro foi fundamental para o seu sucesso no esporte.
“Aprendi a calcular riscos e avaliar riscos”, disse em entrevista para a Associated Press. “Em uma corrida, levo essa mentalidade comigo: qual é a relação risco-recompensa? Saber quando apostar tudo.”
Faulkner quase não chegou às Olimpíadas. No ano passado, ela foi atropelada por um carro enquanto treinava na Califórnia. Com o acidente, ela fraturou a tíbia – ela temia que a lesão acabaria com a sua carreira no ciclismo. E precisou pausar os treinos por três meses.
O ciclismo de estrada de 168 quilômetros começa e termina em Paris, passando por diversas rotas montanhosas e terminando no Trocadéro, com o Rio Sena e a Torre Eiffel ao fundo.
Em diversas entrevistas, a atleta americana mencionou que sua criação no Alasca lhe deu a força e a resiliência necessárias para superar o acidente e confiar em si mesma para competir em um cenário global.
“Nunca é uma questão de se vou continuar, é apenas uma questão de como”, disse Faulkner.
*Com informações da CNBC, NBC e Wall Street Journal
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