Tem espaço para subir mais: Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3) podem saltar mais de 20% na B3 até fim de 2025 e pagar dividendos polpudos, diz Santander
Os analistas revisaram para cima as estimativas para a dupla de frigoríficos, com recomendação “outperform” para os dois papéis

Duas das ações que mais subiram na bolsa brasileira em 2024, a Marfrig (MRFG3) e a BRF (BRFS3) ainda têm potencial para ir além na B3 e distribuir dividendos polpudos aos acionistas, segundo o Santander.
O banco acabou de revisar para cima as estimativas para a dupla de frigoríficos. No caso da BRF, os analistas elevaram a recomendação de “neutra” para “outperform” — equivalente a compra — e fixaram um novo preço-alvo para os papéis BRFS3, de R$ 32 para o fim de 2025.
A nova cifra implica em uma valorização potencial de 23,9% em relação ao último fechamento. Vale lembrar que os papéis já subiram 87% desde o início do ano.
Enquanto isso, a Marfrig, já detentora de recomendação “outperform” pelo banco, teve o preço-alvo elevado de R$ 15,70 para R$ 19 para o fim de 2025.
O novo valor prevê que os papéis podem subir 23,6% no ano que vem em comparação com as cotações do fechamento anterior — ampliando os ganhos de mais de 61% dos ativos MRFG3 na B3 desde janeiro.
Em sessão positiva para a bolsa brasileira, as ações da Marfrig e da BRF acompanham o otimismo e sobem hoje, com ganhos de 4,16% e 0,66% por volta das 15h30, respectivamente.
Leia Também
O que está por trás do otimismo com a Marfrig (MRFG3)
A tese otimista do Santander para a Marfrig (MRFG3) é sustentada por três pilares principais:
- a diversificação geográfica e de produtos;
- a alta exposição a produtos de valor agregado na América do Sul com instalações eficientes; e
- um rico mix de produtos de carne bovina de alta qualidade nos EUA com consolidação industrial.
Na avaliação do banco, ainda que tenha boa parte do desempenho positivo sustentado pela divisão de carne bovina, que segue em crescimento na BRF, a Marfrig hoje colhe os benefícios da sua diversificação de negócios.
“Acreditamos que o lucro líquido da Marfrig deve ser reforçado pelos fortes resultados da BRF e pelo valor dos ativos vendidos para a Minerva”, afirmaram os analistas, em relatório.
A expectativa do banco é uma redução nas margens do negócio de carne bovina da Marfrig na base anual, à medida que os ciclos de gado no Brasil e nos Estados Unidos estão sincronizados — e apontando para baixo.
Apesar das incertezas em relação ao mercado de carne bovina dos EUA, dado o ciclo negativo do gado na região, o histórico da National Beef — operação norte-americana da Marfrig — mostra que é um ativo resiliente em crises, segundo os analistas.
Além disso, o negócio da Marfrig na América do Sul é mais eficiente, estável e resiliente, e a entrada de recursos do acordo com a Minerva deve ajudar a empresa a reduzir sua alta alavancagem.
“No longo prazo, a diversificação deve trazer menos volatilidade aos resultados e reduzir os riscos sanitários do negócio”, projetam os analistas.
- 25 pagamentos extra em 2024? Grupo de brasileiros estão obtendo renda extra todos os meses; veja como ter a chance de receber também
As apostas do banco para a BRF (BRFS3)
Já para a BRF (BRFS3), o Santander prevê que a dona da Sadia e da Perdigão deve entregar um “forte conjunto de resultados” no terceiro trimestre, impulsionada pelas fortes exportações.
Nas projeções dos analistas, a divisão internacional deve continuar robusta no 3T24, apoiada pelos preços fortes. No entanto, o desempenho não deve alcançar o “potencial máximo” devido às suspensões de exportação nas plantas do Rio Grande do Sul após um surto da doença de Newcastle em julho.
Do lado dos dividendos, o Santander projeta que as remunerações aos acionistas superem a marca de R$ 3 bilhões em proventos em 2024.
Já a Marfrig poderia distribuir R$ 1,6 bilhão em dividendos, com um rendimento de proventos (dividend yield) de 11%, considerando a fatia de 51% na BRF e a combinação da venda de ativos à Minerva, além do potencial forte resultado consolidado da companhia.
Para os analistas, a empresa atualmente é avaliada abaixo do valor de investimento na BRF — o que significa que os negócios excluindo a fatia na dona da Perdigão não estão sendo precificados pelos investidores.
As perspectivas para a BRF também são otimistas para o ano que vem, uma vez que os analistas não mapearam nenhuma potencial oferta de frango adicional relevante chegando ao mercado em 2025.
Aliás, o Santander destoa do restante do mercado pela dimensão do otimismo: as estimativas do banco para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do ano que vem chegam a R$ 11 bilhões — cifra 30% maior que o consenso dos analistas.
A visão mais positiva é baseada em uma tríade de fatores. O primeiro deles é a expectativa de nenhuma oferta relevante de frango chegando ao mercado em 2025.
Os analistas ainda esperam que preços mais altos do gado continuem a impulsionar os preços de aves.
Além disso, o forte crescimento nos volumes de alimentos processados, que são impulsionados pelo programa de eficiência implementado pela empresa, é parte essencial da tese do banco para as ações BRFS3.
FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus