Ouro atinge o maior valor de todos os tempos — saiba como aproveitar a oportunidade e investir no metal precioso agora
Especialistas dizem se é o momento de ter alguma exposição ao ouro ou se vale a pena esperar a sequência de altas do metal precioso

O ouro atingiu o maior patamar de todos os tempos nesta quarta-feira (6), minutos antes de o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, iniciar o primeiro dos dois dias de depoimentos ao Congresso dos EUA.
O movimento do metal precioso veio seguido do enfraquecimento do dólar e dos yields (rendimentos) dos Treasurys em Nova York.
Por volta de 12h05, o contrato futuro do ouro para abril avançava 0,61% na Comex, a US$ 2.155 a onça-troy, a máxima histórica.
O pico do ouro até então havia sido alcançado em 4 de dezembro do ano passado, quando o metal precioso atingiu US$ 2.135,40. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
O gatilho do recorde do ouro
O gatilho para o recorde histórico do ouro é o depoimento de Powell no Congresso norte-americano hoje e amanhã.
Powell disse que o banco central norte-americano poderia reduzir os juros este ano. Atualmente, a taxa referencial está na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano. Mas ele indicou que o Fed não está pronto imediatamente para cortar a taxa referencial norte-americana.
Leia Também
“Acreditamos que nossa taxa básica provavelmente esteja em seu pico para este ciclo de aperto. Se a economia evoluir amplamente conforme o esperado, provavelmente será apropriado começar a reduzir a contenção política em algum momento deste ano.”
Jerome Powell, em depoimento ao Congresso norte-americano
Esses depoimentos, obrigatórios e semestrais, acontecem em meio a uma semana repleta de indicadores cruciais como o relatório de emprego (payroll), enquanto os investidores buscam pistas sobre os possíveis prazos para o corte dos juros pelo Fed.
- Quer receber insights de investimentos diretamente no seu WhatsApp? Entre na comunidade gratuita, clicando aqui.
Os preços do ouro tendem a ter uma relação inversa aos juros. À medida que as taxas caem, o ouro torna-se mais atrativo em comparação com investimentos alternativos como títulos de dívida, que entregam retornos menores em um ambiente de juros baixos.
O CIO da Empiricus Gestão, adverte, no entanto, que essas correlações estão mudando — o que não inviabiliza o investimento em ouro.
“Muitas das correlações que a gente conhece estão mudando. Esse movimento de alta do ouro, que muitos acham que é de agora, acontece desde 2019 e os juros subiram nesse período”, diz Piccioni.
"A diferença é que o investimento em ouro se popularizou, com grandes gestores como Ray Dalio, falando bastante sobre aportes no metal precioso", acrescenta.
Vale a pena se expor?
De olho na disparada do ouro, muito investidor pode se perguntar se vale a pena ter exposição ao metal precioso no momento em que os preços sobem. E quem responde a essa pergunta é o CIO da Empiricus Gestão.
“Defendo uma posição perene no ouro — o investidor deve ter independente do momento. Dentro de uma alocação coerente e razoável, é importante ter uma parcela em ouro para se proteger de incertezas econômicas e geopolíticas”, afirma.
Mas Piccioni faz um alerta: é fundamental entender que apenas uma parte da alocação deve estar no ouro. “O ouro deve ser uma posição complementar ao portfólio e não uma exposição única e exclusiva”, diz.
O CIO da Empiricus Gestão cita os ETFs, aqueles fundos negociados em bolsa, como uma das maneiras de se expor ao metal precioso — na bolsa brasileira, o GOLD11.
“Temos o Empiricus Ouro, que também é uma opção para o investidor que busca essa exposição e que pode ser acessado via plataforma do BTG Pactual”, diz Piccioni.
- Receba matérias especiais do Seu Dinheiro + recomendações de investimentos diretamente em seu WhatsApp. É só clicar aqui e entrar na In$ights, comunidade gratuita.
O ouro pode subir ainda mais e carregar a prata?
Grandes bancos e especialistas acreditam que o ouro pode subir ainda mais. O Citi, por exemplo, já previu o metal precioso em US$ 3 mil por onça, embora seja necessária uma tempestade perfeita para isso.
O banco norte-americano cita o aumento de compras de ouro por parte de bancos centrais ao redor do mundo — um movimento que vem acontecendo nos últimos anos liderado por China e Rússia e que conta até com o Brasil —; uma recessão global profunda ou uma estagflação, que acontece quando a inflação dispara, o crescimento perde força e o desemprego aumenta.
Já a Empiricus trabalha com um cenário de US$ 2.500 para o ouro no final do ano. "Me parece que a medida que o mercado vai andando, a bolsa americana vai subindo e atingindo máximas, o caminho natural é que parte desses recursos vá para o ouro", diz Piccioni.
O UBS, por sua vez, diz que o Fed será o grande vento soprando o ouro para cima. “Esperamos que o ouro seja empurrado para cima por uma flexibilização do Fed. Além disso, isto vem acompanhado de um dólar mais fraco”, disse Joni Teves, estrategista de metais preciosos do banco no mês passado.
O UBS diz, inclusive, que as perspectivas para a prata, a “prima mais pobre”, também são otimistas.
A prata não é um refúgio geopolítico e ou porto seguro tão comum quanto o ouro — o que explica em parte o desempenho inferior ao do ouro nos últimos anos. Mas a situação poderá mudar quando o Fed começar a cortar os juros, segundo o UBS.
O CIO da Empiricus Gestão, no entanto, alerta que o investimento em prata tem mais sutilezas quando comparado ao ouro.
“A prata não é um ativo que guarda as mesmas características do ouro. A prata é mais abundante e tem muita demanda industrial. Além disso, traz mais questões de manutenção, armazenamento e tem mais problemas para tratarmos como reserva de valor”, diz Piccioni, que indica o Empiricus Prata, também via plataforma do BTG, para quem quiser se expor ao metal.
Hoje, o futuro da prata operava em leve alta, na casa dos US$ 24.100.
ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS