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A companhia superou as expectativas do mercado e reportou lucro líquido de R$ 83,4 milhões no primeiro trimestre
Toda temporada de balanços reserva algumas surpresas para si. No setor de saúde, a Hapvida (HAPV3) foi quem trouxe resultados inesperados, mas no tom positivo.
A companhia superou as expectativas do mercado e reportou lucro líquido de R$ 83,4 milhões no primeiro trimestre — uma reversão do prejuízo de R$ 342,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
Mas não foi somente esse número que brilhou aos olhos dos analistas.
O lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 1,011 bilhão entre janeiro e março de 2024, o que representa um crescimento de 59,4% na base anual. As projeções da Bloomberg indicavam Ebitda de R$ 864 milhões.
O valor bilionário é o maior desde a combinação de negócios com a NotreDame Intermédica, segundo a Hapvida. Vale lembrar que a fusão foi concluída em fevereiro de 2022.
O Ebitda foi impulsionado, por sua vez, pela melhora na sinistralidade. O indicador medical loss ratio (MLR), com uma queda de 1,3 ponto percentual para 68% na comparação trimestral, foi uma surpresa positiva para os analistas Samuel Alves e Yan Cesquim, do BTG Pactual.
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A geração de caixa robusta e a desalavancagem contínua da companhia também são outros destaques no trimestre. Veja os principais números do balanço:
Em reação aos números, as ações da companhia avançaram firmemente como a maior alta do Ibovespa nesta terça-feira (14) durante todo pregão. Os papéis HAPV3 terminaram o dia com alta de 10,42%,, a R$ 4,45.
Com isso, a empresa ganhou mais de R$ 3 bilhões em valor de mercado, a R$ 33,6 bilhões. Siga os mercados.
A resposta é sim. Pelo menos, para o BTG Pactual e o Santander.
Para os bancos, os números do balanço do primeiro trimestre sustentam a visão positiva para Hapvida em 2024, sendo a empresa preferida (top pick) do setor de saúde.
O BTG Pactual destaca que a Hapvida tem dado “sinais claros de que está no bom caminho para concretizar com sucesso a sua recuperação”, mesmo em um cenário de “crescentes incertezas” nos últimos anos.
Na avaliação dos analistas do banco, a ação, apesar de “parecer cara” neste momento, também está atrativa, sendo negociada em 11x preço/lucro ajustado para o fim de 2025.
Durante a teleconferência de resultados, o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Luccas Adib, afirmou que a companhia não descarta realizar fusões e aquisições até o final do ano.
“Também temos espaço para olhar oportunidades de M&As até o final do ano. Não estamos olhando isso agora, mas vamos chegar no final do ano com uma alavancagem boa, então vamos estar bem posicionados para isso. Isso vai ser feito através de testes rigorosos. Não queremos comprar por comprar e sim fazer de forma inteligente”, disse Adib.
O diretor-presidente da Hapvida, Jorge Pinheiro, por sua vez, disse que o capex da companhia pode chegar ao patamar de R$ 1 bilhão com o plano de verticalização voltado para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro — regiões que concentram os resultados financeiros da companhia.
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
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