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Mesmo com aumento do imposto, aço chinês ainda é uma ‘pedra no sapato’ da indústria

A demanda por aço não é um problema para as siderúrgicas brasileiras. A pedra no sapato dessas empresas continua sendo a China com sua importação a preços muito baratos. A avaliação é do BTG Pactual.
Segundo o banco, nem mesmo o aumento do imposto e a definição de cotas de volume de aquisição desses produtos, aprovados em abril, fizeram com que a importação baixasse. A commodity importada mantém-se num patamar de 24% de penetração no território brasileiro.
Nesse contexto, o BTG tem uma escolha preferida no setor: Gerdau (GGBR4).
“Reconhecemos a melhoria do ambiente operacional no Brasil, mas continuamos vendo as importações como uma ameaça e mantemos nossa postura seletiva, sendo a Gerdau a nossa preferida”, disseram os analistas em relatório.
A ação da Gerdau operou em queda nesta quinta-feira (22), mas no mês acumula ganho de 0,77%, enquanto perde 5,4% no ano.
A atividade econômica no país está aquecida, o que beneficia a demanda por aço. Não por acaso, o consumo em julho aumentou 13% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Instituto Aço Brasil.
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Além disso, as siderúrgicas viram uma melhora nos negócios e ganhos modestos no poder de precificação nos últimos dois meses — alguns produtos foram reajustados na faixa entre 5% e 7% neste mês.
O BTG enfatiza ainda o aumento expressivo na exportação do aço brasileiro e cita a alta de 82% em comparação com o ano passado, acompanhando o movimento de desvalorização do real.
No entanto, mesmo com algumas perspectivas positivas para a siderurgia brasileira, o banco ainda se mantém cético.
“Embora esses indicadores de demanda estejam à frente de nossas expectativas e sejam um sinal claro da saúde da economia doméstica, acreditamos que o setor está preparado para enfrentar condições operacionais difíceis nos próximos trimestres”, dizem os analistas do banco.
Considerando essas circunstâncias, o BTG afirma que a posição em Gerdau se justifica pela qualidade da empresa e pela exposição ao mercado norte-americano, além da eficiência operacional e do bom avanço do programa de redução de custos.
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