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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

VEJA O QUE DIZ A COMPANHIA

Ações da JHSF (JHSF3) tombam 7% na B3; empresa se pronuncia após embargo do Complexo Boa Vista

A companhia afirmou, em comunicado enviado à CVM mais cedo, que seus advogados avaliam o “sentido e alcance” da liminar expedida na última quinta-feira

Fotografia do Boa Vista Village, empreendimento lançado pela JHSF em 2019
Lançado em 2019, o Boa Vista Village é uma extensão do complexo Boa Vista, da JHSF - Imagem: Divulgação

Um dia após vir a público que a Justiça embargou as obras do Complexo Boa Vista, um dos principais empreendimentos da JHSF Participações, as ações da companhia (JHSF3) operam em forte queda no mercado.

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Por volta das 12h desta sexta-feira (12), os papéis registravam um recuo de 7,22%, a R$ 4,24. Trata-se da terceira maior queda entre todas as ações da bolsa brasileira — acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.

A JHSF se pronunciou sobre a decisão judicial nesta manhã. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia informou que seus advogados avaliam o "sentido e alcance" da liminar expedida na última quinta-feira (10) que determinou a paralisação de todas as atividades do empreendimento da empresa em Porto Feliz (SP).

O embargo foi concedido a pedido do Ministério Público de São Paulo, que alega que a JHSF e outras duas companhias — a Canária Administradora de Bens e a Polônia Incorporações — burlaram regras de licenciamento ambiental para as obras.

Os promotores argumentam que os licenciamentos foram emitidos tomando indevidamente por base frações menores de áreas e um número mais diminuto e menos complexo de atividades e intervenções do que se fosse considerado o todo do empreendimento.

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O MPSP diz que foi adotado um “hábito corrente” das empresas privadas: expandir as atividades antes da obtenção das validações ambientais, que deveriam ser prévias. Confira os detalhes da tese do Ministério Público.

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O que diz a JHSF (JHSF3)

Já a JHSF afirma que os imóveis em questão — que incluem o Fazenda Boa Vista (FBV), lançado em 2007 e o Boa Vista Village (BVV), de 2019 — foram submetidos de forma "transparente e tempestiva" aos devidos processos de estudos, relatórios ambientais e licenciamentos dos diversos órgãos competententes.

A companhia destaca que o segundo empreendimento foi lançado somente a 12 anos após o primeiro. Posteriormento, em meio ao boom do mercado de segunda residência durante a pandemia de covid-19, a companhia adquiriu um novo terreno que dará origem a um terceiro empreendimento, o Boa Vista Estates (BVE)

Segundo a JHSF, esse terceiro loteamento é autônomo e fica, "inclusive, em área separada da
FBV e do BVV pela Rodovia Castelo Branco, o que torna lógico e evidente o sequenciamento dos
licenciamentos emitidos".

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A empresa informa ainda que está atuando para esclarecer o assunto, tomando todas as medidas cabíveis e manterá os clientes, agentes de mercado e acionistas informados a respeito do tema.

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