🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

TO RULE THEM ALL

ING aponta ‘calcanhar de Aquiles’ do dólar: o que precisaria acontecer para moeda norte-americana deixar de ser a maior do mundo

Um estudo feito pelo banco ING foi direto: para conseguir superar o dólar, a moeda precisa dominar o mercado internacional de dívidas

Renan Sousa
Renan Sousa
14 de setembro de 2023
19:58 - atualizado às 15:03
Águia careca e panda frente a frente
Águia careca e panda frente a frente - Imagem: Freepik - montagem Brenda Silva

O reino animal não costuma gerar encontros improváveis. As diferenças de habitats preveem o leão encontrar a zebra e a onça trombar com a capivara. Mas um embate muito inesperado seria o da águia careca com o urso panda — refiro-me à disputa entre o dólar e a moeda da China, o renminbi, também chamado de yuan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas este início que mais parece uma chamada no Animal Planet tem um motivo.

Não é de hoje que países emergentes pensam em deixar de usar o dólar como principal moeda para transações internacionais. O movimento começou com a Rússia e contagiou os BRICS, bloco que inclui Brasil, a própria Rússia, Índia, China e a África do Sul (o “S” vem do inglês South Africa).

As tentativas de substituir o dólar vão das moedas virtuais nacionais, também chamadas de CBDCs (Central Bank Digital Currencies) até a criação de uma unidade de troca do próprio bloco

Muitos pensam que dominar o mercado de transações internacionais é o que torna uma moeda forte ou importante. O pensamento é correto, mas não é apenas isso que faria qualquer alternativa ao dólar se tornar o principal veículo de trocas entre países.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um estudo feito pelo banco ING foi direto: para conseguir superar o dólar, a moeda precisa dominar o mercado internacional de dívidas.

Leia Também

E é aí que a águia careca dos Estados Unidos encontra o panda chinês — afinal, os Panda Bonds, como é chamado o mercado de dívida emitida em renminbi, é o principal adversário dos norte-americanos nesse segmento. 

Dólar X Yuan: uma batalha por dívidas

O estudo do ING analisou a evolução de quais moedas dominavam o setor dos títulos de dívida pública pelo mundo. “Outras moedas”, fora dos tradicionais dólar e euro, representam 6% do total circulante desse tipo de ativo, o equivalente a US$ 1,8 trilhão.

O grupo “outras moedas” inclui o renminbi (yuan) da China. A participação do dinheiro chinês no mercado internacional de dívida saiu de valores inexpressivos para pouco menos de US$ 200 bilhões em 2023.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, de acordo com o Deutsche Bank, foram emitidos o equivalente a US$ 10 bilhões em Panda Bonds só no primeiro semestre de 2023.

A DINHEIRISTA - Ajudei minha namorada a abrir um negócio e ela me deixou! Quero a grana de volta, o que fazer?

Ainda filhote

Mas mesmo com todo o seu tamanho, o urso panda precisa ganhar força antes de enfrentar a poderosa ave de rapina norte-americana. O ING destaca que o mercado de dívida chinesa em yuan ainda é pequeno.

“Uma relativa falta de liquidez e as preocupações persistentes dos investidores sobre potenciais controles sobre o capital podem inibir o crescimento do mercado”, destaca o relatório. Em resumo, o renminbi ainda não conseguiu conquistar os investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de a “desdolarização” ainda não ser algo presente entre nós, existe um fator potencializador desse fenômeno — e agora estamos falando de uma verdadeira selva com os BRICS. 

Dólar: welcome to the jungle

A moeda norte-americana não tem um concorrente à altura. Mesmo o yuan chinês precisa ganhar força, não apenas no mercado de dívida, mas também no volume de transações internacionais, para ter uma chance contra o dólar. 

Essa força pode vir do próprio BRICS. Isso porque o yuan já é usado nas transações com a Rússia e a entrada de novos membros abre espaço para a penetração da moeda chinesa no mercado de petróleo — e este cenário pode fazer o dólar estremecer.

Recentemente, o BRICS aceitou a entrada da Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. O acréscimo de membros fará com que o BRICS tenha uma produção diária de 36,7 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que corresponde a 45% da extração mundial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados são de uma pesquisa do Poder360 com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). 

História repetida? 

O dólar nem sempre foi a moeda mais utilizada no planeta. No século XIX, a britânica libra esterlina dominava o comércio internacional, o mercado de títulos de dívida etc.

E o que aconteceu no passado? Foi no período entre a Primeira Guerra Mundial (1914-1917) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que houve um aumento da emissão das dívidas nacionais na Europa em dólar, não mais em libras, segundo um estudo do Banco Central Europeu (BCE) de 2012

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, o dólar passou a ser usado como moeda-padrão do comércio internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale reforçar que o ING entende que o dólar ainda não tem um concorrente à altura e que a substituição da moeda por outro padrão internacional será custosa — e provavelmente demorada. O banco, no entanto, deu o caminho das pedras para quem quiser se tornar o rei da selva.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CHOQUE DO BARRIL

O mapa do petróleo na América Latina: quem surfa a alta e quem paga a conta, segundo o Morgan Stanley

4 de março de 2026 - 14:30

O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise

AMÉRICA LATINA

BofA diz qual ação sobreviverá aos quatro cavaleiros do apocalipse da IA — e qual pagará dividendos no setor de software 

3 de março de 2026 - 19:42

Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico

INTERNACIONAL

Entre o caos e o milagre: tragédia resulta em chuva de dinheiro na Bolívia, mas que ninguém poderá usar

3 de março de 2026 - 15:32

Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo

RATINGS EM RISCO

A gravidade agora é severa: as implicações da guerra entre EUA e Irã que vão além do petróleo e da inflação

2 de março de 2026 - 19:51

As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo

OPORTUNIDADE NO EXTERIOR

Adeus, Tesla (TSLA34)! A troca de ações internacionais do BTG para você lucrar em dólar

2 de março de 2026 - 19:00

O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed

SOB ATAQUE

Saudi Aramco: petroleira atacada pelo Irã já foi bombardeada antes, fez o maior IPO da história e segue no topo do mercado global de petróleo

2 de março de 2026 - 14:15

Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário

POLÍTICA MONETÁRIA EM FOCO

A Selic não vai mais cair? O que pode acontecer com os juros no Brasil e no mundo com o Oriente Médio em chamas

2 de março de 2026 - 14:04

A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta

VISÃO DO GESTOR

O sazón latino e o tempero do medo: o gringo ama o Brasil, mas o investidor brasileiro não deve largar de vez o dólar e os EUA

2 de março de 2026 - 12:00

O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos

CRISE NO ORIENTE MÉDIO

Ataques em Dubai atingem hotéis de luxo e deixam turistas sem saída; governo pede cooperação de operadores

2 de março de 2026 - 11:21

Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos

VISÃO DE FORA

Gestor de US$ 200 bilhões diz o que pode fazer o gringo fugir da bolsa brasileira: balanços do 1T26 e eleições — mas não da forma que você pensa

2 de março de 2026 - 6:30

Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre

CONFLITO NO IRÃ

Em meio à tensão no Oriente Médio, Opep+ mantém cautela ao elevar produção de petróleo

1 de março de 2026 - 10:45

Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia

MERCADO EM ALERTA

Conflito entre EUA e Irã coloca petróleo sob pressão e BTG vê espaço para alta adicional no Brent

1 de março de 2026 - 10:20

Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor

CRISE

Irã nomeia liderança provisória após morte de Khamenei em ataque atribuído a EUA e Israel

1 de março de 2026 - 9:41

Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo

O TODO PODEROSO

Ali Khamenei: quem foi o líder supremo do Irã e alvo dos ataques dos EUA e de Israel

28 de fevereiro de 2026 - 21:47

O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos

CAMINHO DO MEIO

De um lado, a maior economia do mundo. Do outro, um parceiro do Brics. Qual será a posição do Brasil na guerra?

28 de fevereiro de 2026 - 21:29

Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País

O MUNDO ESTÁ DE OLHO

A reação do Brasil e do mundo aos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã

28 de fevereiro de 2026 - 21:10

China, Rússia, países na Europa e no Oriente Médio se manifestam após o que vem sendo considerado um dos maiores ataques dos EUA à região na história recente; confira o que as autoridades disseram

BARRIL DE PÓLVORA

Alerta global: guerra entre EUA e Irã acende o pavio do petróleo e da inflação no mundo. Por que o seu bolso e a Selic estão na linha de fogo?

28 de fevereiro de 2026 - 20:14

O investidor está de frente com um mundo mais perigoso; entenda quem ganha e quem perde e o que pode acontecer a partir de agora

TENSÃO GEOPOLÍTICA

Oriente Médio entra em nova escalada após ofensiva de EUA e Israel contra o Irã; governo iraniano retalia

28 de fevereiro de 2026 - 9:30

Explosões em Teerã marcam mudança de patamar na crise geopolítica; Teerã reage e atinge alvos ligados a forças americanas na região

CLAUDE NOS INVESTIMENTOS

IA da Anthropic que derrubou ações mundo afora vira sentinela de riscos em carteira global de US$ 2 trilhões

26 de fevereiro de 2026 - 18:35

O Norges Bank Investment Management, responsável por gerir o fundo soberano da Noruega, revelou nesta quinta-feira (26) que está utilizando o Claude para realizar a triagem ética e reputacional de seus investimentos

QUEM TEM RAZÃO?

Nvidia contra os profetas da catástrofe da IA: para Jensen Huang, há “erro de cálculo”; UBS vê fantasma de volta aos mercados 

26 de fevereiro de 2026 - 14:39

Apesar do otimismo do executivo, o setor de software e serviços (SaaS) do S&P 500 amargava uma queda de quase 23% até quarta-feira (26)

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar