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A atenção de Kiev está voltada diretamente para o motim do Grupo Wagner, seu líder Yevgeny Prigozhin, e as consequências para o presidente russo
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode pagar um preço alto pela insurreição de Yevgeny Prigozhin, líder de Wagner — pelo menos na visão da Ucrânia, que agora busca brechas para dar uma tacada que possa garantir a vitória na guerra.
Segundo Kiev, o motim fracassado é o início do fim da liderança de Putin no poder — o que pode mudar definitivamente os rumos da guerra.
“Acho que a contagem regressiva começou”, disse Andriy Yermak, conselheiro próximo do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.
No final de semana, o líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, voltou-se contra contra o governo da Rússia no fim de semana, desferindo um golpe sem precedentes no regime do Kremlin, apesar da retirada final do grupo de mercenários.
Prigozhin aceitou o exílio em Belarus em troca de cancelar a insurreição que, para alguns especialistas, revelou a profundidade das rachaduras na unidade russa.
O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, pediu aos dissidentes que não criem divisões em seu relacionamento com Putin, depois que Minsk interveio para fornecer refúgio ao chefe do Wagner.
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Prigozhin, cujo grupo desempenhou um papel fundamental na guerra na Ucrânia e na promoção dos objetivos militares da Rússia no exterior, aceitou o exílio em Belarus como parte de um acordo de anistia. O líder Wagner chegou a Belarus na terça-feira (27).
O motim de Prigozhin alimentou as esperanças ucranianas de aprofundar as rachaduras e um declínio do regime de Putin.
Na linha de frente, a Ucrânia acusou a Rússia de um ataque com míssil na cidade oriental de Kramatorsk, que supostamente atingiu um restaurante.
Em Kramatorsk, pelo menos 10 pessoas morreram, mas vários ataques foram perpetrados pela Rússia contra a Ucrânia hoje, elevando o número de fatalidades para pelo menos 13 pessoas.
O Departamento de Estado norte-americano condenou os ataques russos a áreas populosas, classificando a ação como um exemplo da “escalada contínua do país e da brutalidade absoluta de sua guerra de agressão”.
*Com informações da BBC e da CNBC
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