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O banco atualizou as projeções para a EZTec e introduziu um preço-alvo de R$ 28,50 para as ações da EZTC3 em 2024
Impulsionada pela melhora no ambiente macroeconômico e pela volta — e melhora nas condições — do programa Minha Casa Minha Vida, a EZTec (EZTC3) não ficou de fora do rali das construtoras da B3 e já acumula ganhos de mais de 64% em 2023.
Mas, para o Santander, essa corrida pode se transformar numa maratona para as ações EZTC3 em 2024: após ver a companhia ultrapassar o preço-alvo estipulado para este ano, os analistas atualizaram as estimativas para a companhia e chegaram a uma nova projeção para os papéis.
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (4), o banco reforçou a recomendação de compra para a EZTec e anunciou um preço-alvo de R$ 28,50 para 2024.
A cifra é 50% superior à última projeção para 2023 — que era de R$ 19 e havia sido estabelecida ainda em abril, antes da disparada do setor — e implica em um potencial de alta de pouco mais de 30% ante à cotação atual dos papéis.
Um dos motivos pelos quais o Santander acredita que há espaço para mais altas nas ações EZTC3 é o já citado Minha Casa Minha Vida. Em julho, logo após o anúncio de mudanças no programa, a empresa confirmou que faria a retomada de projetos do MCMV.
Com isso, a EZTec reiniciará os trabalhos da FitCasa, a marca própria do grupo criada para atuar dentro do programa habitacional, mas que estava sem lançar novos projetos há dois anos.
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Com o retorno ao segmento econômico, a companhia deve acelerar os lançamentos para cerca de R$ 1,2 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) até o final de 2023. Esse grande volume de novos projetos previstos é outro ponto que agrada o Santander.
“Além disso, acreditamos que a potencial venda de uma das torres do projeto Esther Towers também poderá ser um catalisador para as ações e os lucros — embora acreditemos que qualquer notícia sobre o tema provavelmente levará ao menos 12 meses para se materializar”, acrescentam os analistas.
Além de considerar o cenário macroeconômico e as estimativas operacionais, o Santander também realizou uma reunião com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da EZTec, Emílio Fugazza, antes de divulgar o novo preço-alvo dos papéis.
O executivo destacou que a companhia continua priorizando retornos elevados em seus projetos — com margens brutas de cerca de 40% e Taxa Interna de Retorno (TIR) acima de 20%.
Combinado com o número crescente de lançamentos, a seletividade nos projetos poderia “ser a principal catalisadora para aumentar a rentabilidade da empresa”, na opinião do Santander.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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