Emperrou: Petrobras (PETR4) rescinde contrato de venda da empresa de lubrificantes Lubnor após descumprimento de prazo; entenda
Na época, o valor total de venda era de US$ 34 milhões (R$ 161,2 milhões), com aquisição pela empresa Grepar Participações Ltda

A Petrobras (PETR3/PETR4) rescindiu nesta segunda-feira (27) o contrato de venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).
A rescisão abrange todos os ativos associados à transação. A estatal alega que não foram cumpridos prazos definidos no contrato da transação.
A Lubnor é uma empresa localizada em Fortaleza (CE) e possui capacidade de processar 8,2 mil barris por dia. Ela é uma das líderes nacionais em produção de asfalto, e a única unidade de refino no país a produzir lubrificantes naftênicos.
A unidade foi Inaugurada em 1966 e produz 235 mil toneladas por ano de asfaltos e 73 mil metros cúbicos por ano de lubrificantes.
Além de produtora, a Lubnor é também distribuidora de asfalto para nove estados das regiões Norte e Nordeste.
Na mesma nota, a Petrobras reafirma o compromisso com a continuidade operacional da Lubnor, “com a confiabilidade e disponibilidade de suas unidades e zelando pela segurança e respeito ao meio ambiente e às pessoas”. Leia comunicado completo.
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Histórico da Petrobras com a Lubnor
Durante uma das muitas trocas de presidente na Petrobras (PETR4) durante a gestão de Jair Bolsonaro, a estatal assinou uma série de contratos de vendas, um deles incluía a Lubnor.
À época, Caio Paes de Andrade substituiu José Mauro Coelho da presidência da estatal. Coelho ocupou a presidência da estatal por 40 dias.
Na época, o valor total de venda é de US$ 34 milhões (R$ 161,2 milhões), com aquisição pela empresa Grepar Participações Ltda. Na avaliação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), o montante corresponderia a 55% do valor real do ativo.
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