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Octavio Lopes seguirá apenas como presidente do conselho de administração das subsidiárias
A lista de problemas enfrentados pela endividada Light (LIGT3) parece só aumentar. Nesta noite (05), a companhia anunciou uma reorganização da sua estrutura de governança em uma série de comunicados confusos que levaram o mercado, num primeiro momento, a acreditar em uma possível renúncia do atual CEO da companhia, Octavio Cortes Pereira Lopes.
Poucas horas depois, a Light precisou esclarecer que, na realidade, Lopes segue no comando da holding, tendo deixado a chefia apenas das subsidiárias da empresa de energia. O objetivo da companhia é se alinhar ao modelo adotado por nomes como Equatorial (EQTL3) e Energisa (ENGI11).
De acordo com a ata da reunião extraordinária de conselheiros da companhia, Thiago Freire Guth irá assumir a chefia das controladas, e Lopes segue como comandante do conselho de administração dessas empresas do grupo.
Octavio Lopes foi recebido com entusiasmo pelo mercado na ocasião da sua indicação ao cargo de CEO da Light. Velho conhecido do setor elétrico, a expectativa era de que o executivo conseguisse levar a companhia a superar os seus desafios. Na época, os papéis dispararam mais de 12% em um único dia.
Nos últimos meses, a companhia tem sido assombrada pelo fantasma de uma eventual recuperação judicial — na esteira de outras empresas encrencadas da bolsa, como a Oi (OIBR3) e a Americanas (AMER3).
No início do ano, a Light contratou a Laplace Finanças para assessorá-la na melhora das suas estratégias financeiras e estrutura de capital, sem detalhar os problemas enfrentados.
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As agências de risco Fitch, Moody's e S&P adicionaram pressão ao rebaixar as notas de crédito da companhia e de algumas de suas subsidiárias, e o balanço do quarto trimestre de 2022 foi uma grande decepção para o mercado — que já não esperava um desempenho estelar.
A companhia teve um prejuízo de R$ 5,7 bilhões em 2022, aumentando as expectativas de um possível risco de calote. Só em 2023, as ações da Light já acumulam queda superior a 50%.
A empresa tem sofrido com a saída de executivos do alto escalão nas últimas semanas — ontem (04), Lavinia Rocha de Hollanda renunciou ao seu cargo no conselho de administração e, no fim de março, foi a vez de a diretora Alessandra Amaral pedir para sair.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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