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Flavia Alemi

Flavia Alemi

Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.

momento diferente

Lucro do Bradesco em 2023 pode ficar até 40% abaixo do Itaú; ações BBDC4 desabam após balanço do 4T22

Resultado do 4T22 do Bradesco foi considerado fraco, e analistas ficaram preocupados com guidance de provisões contra devedores duvidosos

Flavia Alemi
Flavia Alemi
10 de fevereiro de 2023
13:06 - atualizado às 19:47
Agência do Banco Bradesco (BBDC4) | Dividendos
Banco Bradesco (BBDC4) - Imagem: Estadão Conteúdo/Ricardo Lisboa

O resultado fraco do Bradesco (BBDC4) no último trimestre de 2022, manchado pelas provisões contra calote da Americanas (AMER3), deixou os analistas desanimados com as perspectivas do banco para 2023.

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Isto porque as estimativas de crescimento elaboradas pelo próprio Bradesco indicam que a situação deve continuar difícil neste ano, mesmo excluindo o efeito Americanas.

Caso as projeções se concretizem, a diferença do lucro do Bradesco em relação ao do Itaú Unibanco (ITUB4), seu principal concorrente, deve chegar a pelo menos 35%-40%  em 2023, de acordo com os cálculos do BTG Pactual.

Esse seria um aumento relevante da diferença entre os dois - em 2021, o lucro do Itaú ficou apenas 2,5% acima do Bradesco. Isso se traduziria, ainda, numa discrepância maior entre as ações dos dois bancos na bolsa. Como o Seu Dinheiro mostrou nesta reportagem em dezembro, a distância entre os papéis aumentou no último ano.

Nesta sexta-feira (10), o mercado reage negativamente aos resultados do Bradesco, com as ações preferenciais (BBDC4) e ordinárias (BBDC3) caindo mais de 7% pela manhã.

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Com o Bradesco mostrando queda no lucro e o Itaú publicando um balanço considerado  irretocável pelos analistas, o momento de cada banco é claramente diferente e isso tem a ver com erros cometidos no ciclo de crédito, segundo as principais casas de análise.

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Nesta sexta-feira, durante coletiva de imprensa, o CEO do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, reconheceu que o banco concedeu mais crédito do que deveria durante a pandemia.

“Vivemos um momento com a pandemia onde experimentamos inadimplência extremamente baixa, que não condizia com a realidade do nosso país. Em função disso, concedemos mais crédito do que deveríamos”, afirmou.

Lazari disse, ainda, que ficou o aprendizado de estar “sempre um ponto antes da curva” para que não veja o crescimento desenfreado de provisões.

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“Não devemos esquecer as lições aprendidas e agora vamos arrumar a casa”, prometeu.

Resultado ruim, mesmo sem Americanas

O resultado ruim do Bradesco foi largamente motivado pela provisão de 100% da sua exposição à Americanas, que pediu recuperação judicial em janeiro. Mas não foi só isso que prejudicou os números.

Com o impacto da Americanas, o Bradesco registrou queda de 76% no lucro líquido do quarto trimestre de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021, chegando a R$ 1,595 bilhão. Além disso, a rentabilidade despencou para 3,9%, de 17,5% no quarto trimestre de 2021.

Excluindo Americanas da conta, os números ficam mais agradáveis, mas, ainda assim, mostram uma tendência de piora dos resultados. Ao descontar o efeito da varejista, o lucro do Bradesco no quarto trimestre teria sido de R$ 4,3 bilhões, ainda abaixo das projeções do mercado, de R$ 4,6 bilhões.

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Mais do que o lucro em si, o ponto de atenção ficou com as provisões contra devedores duvidosos (PDD). Mesmo tirando os efeitos da Americanas, a PDD dobrou do 4T21 para o 4T22 e cresceu 23% na comparação com o período imediatamente anterior. Para completar, a projeção do banco (guidance) para a PDD em 2023 assustou os analistas.

“Isso mostra que a carteira de crédito do Bradesco está deteriorando os resultados mais rapidamente do que no Itaú e mais rapidamente do que a maioria dos analistas acreditava”, afirmou Flavio Conde, da Levante Investimentos.

O Bradesco estima que a PDD expandida deve ficar entre R$ 36,5 bilhões e R$ 39,5 bilhões em 2023. No ano passado, o montante total foi de R$ 32,3 bilhões, mas a conta cai para R$ 27,4 bilhões excluindo a Americanas.

ROE de 18% só ano que vem - ou depois

Considerando os outros indicadores projetados pelo banco para 2023, os analistas concluem que a rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) do Bradesco deve encerrar o ano no patamar entre 10% e 15%, ainda longe do objetivo de 18% estipulado por Lazari.

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Para a Genial Investimentos, o ROE de 18% só deve aparecer no balanço a partir de 2024 ou talvez 2025.

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