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TEM CUPOM, MAS NÃO É SÓ ISSO...

É pra encher o carrinho: por que o Bank of America passou a recomendar a compra das ações do Mercado Livre agora?

O banco norte-americano também elevou o preço-alvo do papel na Nasdaq de US$ 1.350 para US$ 2.000 para 2025; entenda o movimento

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28 de novembro de 2023
13:38 - atualizado às 14:46
Caixas do Mercado Livre (MELI34) num centro de distribuição. A empresa concorre com Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3) no mercado de e-commerce do país
Imagem: Reprodução Instagram

Quem entra no app do Mercado Livre nesta terça-feira (28) ainda encontra uma série de promoções da Black Friday — de bebidas a cosméticos, de calçados a brinquedos. Mas a recomendação do Bank of America hoje é para encher o carrinho de ações MELI.

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O banco norte-americano elevou a recomendação de Mercado Livre para compra e o preço-alvo do papel na Nasdaq de US$ 1.350 para US$ 2.000 para 2025, o que representa um potencial de valorização de 25% em relação ao fechamento de ontem. 

O BofA incorporou nas novas projeções um impulso operacional mais forte e as expectativas de um dólar mais fraco. 

"Avaliamos as contribuições comerciais em 0,9 vezes o valor bruto da mercadoria (GMV), contra 0,8 vezes anteriormente, refletindo a escala crescente e o potencial de monetização da companhia. Continuamos a avaliar os fluxos de receita de fintech em 0,2 vezes o valor total de pagamentos fora da plataforma (TPV)", diz o Bank of America em relatório. 

Por volta de 13h25, as ações MELI operavam em queda de 0,47%, cotadas a US$ 1,591,62. No mês, os papéis acumulam alta de 28% e, no ano, de 88%. 

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Por aqui, MELI34 sobe 0,05%, a R$ 64,52. Em novembro, os papéis têm ganho acumulado de 23% e, em 2023, de 69%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.

Leia Também

O obstáculo da tributação

O Mercado Livre assim como outras empresas que atuam no comércio eletrônico internacional chegaram a ser ameaçadas pelos planos de tributação do governo brasileiro. Para o BofA, no entanto, o pior ficou para trás. 

Segundo o banco norte-americano, as ameaças ao comércio eletrônico internacional parecem estar desaparecendo à medida que aumenta a oposição política brasileira de isenção do imposto de importação para compras de até US$ 50.

"O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, comprometeu-se a acabar com o comércio eletrônico transfronteriço isento de impostos até o final do ano, e a Câmara dos Deputados criou um comitê para investigar agressivamente a atividade transfronteiriça em relação a impostos, contrabando, falsificações e vários requisitos de conformidade”, diz o BofA em relatório. 

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“Os funcionários da Receita também começaram a devolver ativamente os envios do Remessa Conforme devido a falhas na divulgação e no valor, minando a fé e a confiança do comprador. O envio mais rápido prometido pelo Remessa Conforme também parece distante”, acrescenta o banco. 

Segundo o Bank of America, as plataformas dedicadas ao comércio transnacional estão criando valores que consideram um terço ou menos dos do Mercado Livre

"Os desenvolvimentos regulatórios brasileiros, no entanto, parecem ter a probabilidade de desacelerar o crescimento internacional, permitindo que o Mercado Livre estabeleça relacionamentos mais amplos e diretos e otimize as práticas de primeira milha e de longa distância", diz o BofA.

ITAÚ, BRADESCO, SANTANDER E BANCO DO BRASIL: EM QUAL 'BANCÃO' BRASILEIRO INVESTIR APÓS O 3T23?

As oportunidades do Mercado Livre

O Bank of America percebe um dinamismo considerável em todas as outras áreas da plataforma do Mercado Livre e considera que a empresa continua a ter um rico conjunto de oportunidades. 

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"Taxas de juros mais altas e mais longas estão acelerando a mudança para o comércio digital e facilitando o crescimento de mercadorias próprias do Mercado Livre”, diz o banco.

O aprimoramento dos conjuntos de dados e algoritmos da companhia também está permitindo uma reaceleração da fintech, de acordo com o BofA. 

O banco cita ainda como frentes de oportunidade para o Mercado Livre:

  • Movimentos na direção da criptografia pela nova administração da argentina, que deve estimular empréstimos;
  • Aceleração das taxas de crescimento via fidelidade, cupons e infraestrutura;
  • Expansão das taxas de penetração de anúncios.

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