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REFLEXOS DO ROMBO

O BNDES está em risco com a Americanas (AMER3)? Aloizio Mercadante responde

O presidente do banco público diz que os sócios de referência da varejista — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — têm condições de salvar a empresa em recuperação judicial

Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, bilionários acionistas da Americanas (AMER3)
Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira, acionistas da Americanas (AMER3). - Imagem: Estadão Conteúdo/Reprodução/Divulgação/Montagem Seu Dinheiro

O rombo bilionário da Americanas (AMER3) foi um duro golpe para os bancões brasileiros, que viram parte do lucro ser levado por provisões bilionárias referentes à varejista. Será que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também faz parte desse grupo?

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Segundo Aloizio Mercadante, o presidente do banco de fomento, não. “Não temos R$ 1,00 em risco com a Americanas”, disse em coletiva de imprensa na sede do banco. 

Mercadante afirmou ainda que os fornecedores da Americanas são vítimas da crise enfrentada pela varejista. 

“Podemos dar linha de crédito para os fornecedores que são vítimas”, disse ele. 

O presidente do BNDES foi além e afirmou ainda que os sócios de referência da Americanas — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — tem condições de salvar a varejista da recuperação judicial. 

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Americanas: recordar é viver

No dia 19 de janeiro, a Justiça aceitou o pedido de recuperação judicial feito pela Americanas. Na ocasião, a varejista informou que tinha dívidas no valor de R$ 43 bilhões com bancos e fornecedores, além de questões trabalhistas.

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A varejista vem travando uma batalha com os bancos, entre eles, o BTG Pactual, que foi o primeiro a pedir o bloqueio de R$ 1,2 bilhão da companhia.

Com a aprovação da recuperação judicial pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Americanas precisa apresentar em até dois meses ao juiz uma proposta de recuperação que terá que ser aprovada pelos credores.

A recuperação judicial é acionada quando uma empresa já não tem como pagar suas dívidas e pede uma pausa nas cobranças enquanto busca recuperação da saúde financeira.

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