Crise nas big techs? Depois da Amazon, Microsoft planeja cortar até 10 mil empregos
Os desligamentos começaram nesta quarta-feira (18), afetando, principalmente, as áreas de marketing e vendas

A ameaça de uma recessão em um futuro breve tem assustado as grandes corporações de tecnologia. E depois de a Amazon ampliar o programa de cortes de funcionários, outra big tech anunciou planos de demissões em massa: a Microsoft.
A empresa de Bill Gates anunciou o plano de cortar 10 mil pessoas de sua folha de pagamento — o que representa 5% da força total de trabalho — até o final de março. Os desligamentos começaram nesta quarta-feira (18), afetando, principalmente, as áreas de marketing e vendas.
Em e-mail enviado aos funcionários, o presidente da Microsoft, Satya Nadella, afirmou que embora a companhia esteja realizando corte no quadro de pessoal, as contratações em “áreas estratégicas” importantes devem continuar neste período.
“Estamos alocando nosso capital e talento para áreas de crescimento secular e competitividade de longo prazo para a empresa, enquanto desinvestimos em outras áreas. Esses são os tipos de escolhas difíceis que fizemos ao longo de nossos 47 anos de história para continuar sendo uma empresa importante neste setor que é implacável com quem não se adapta às mudanças de plataforma”, escreveu o CEO.
Ainda segundo Nadella, a Microsoft deve fazer uma baixa de US$ 1,2 bilhão no balanço trimestral, a ser divulgado na próxima semana — com a redução de US$ 0,12 por ação, devido aos custos de rescisões contratuais.
As ações da Microsoft, negociadas na Nasdaq, operavam em queda de 1,42%, a US$ 236,90 por volta de 15h10 (horário de Brasília).
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Sem surpresas na Microsoft
Os cortes no quadro de pessoal na Microsoft já acontecem há, pelo menos, nove meses.
Em julho do ano passado, a empresa de Bill Gates anunciou um plano que previa o fim de vários cargos e a dispensa de pelo menos 1% da força de trabalho total — o que corresponde a cerca de 2 mil pessoas. Na época, a empresa afirmou que as demissões faziam parte de um ajuste regular no seu início do ano fiscal.
E, em outubro, cerca de mil pessoas foram desligadas da empresa em todo o mundo.
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A onda de demissões também atinge o setor financeiro
Nesta quarta-feira (18), novas demissões também foram anunciadas em Wall Street, centro financeiro dos EUA.
Dessa vez, o Bank of America (BofA) começou a orientar os executivos a pausar as contratações para controlar gastos, à medida que o banco se prepara para uma eventual recessão econômica. Ainda não há informações sobre planos de cortes na força de trabalho.
Na semana passada, o Goldman Sachs anunciou o desligamento de até 3,2 mil funcionários em todas as áreas do banco, mas em maior proporção no setor de investimentos.
Sendo assim, a redução será de, pelo menos, 7% do quadro global de funcionários — de 49 mil profissionais, segundo dados da empresa em dezembro de 2022 — , acima dos cortes anuais de até 5% da força total por baixo desempenho.
*Com informações de CNBC e Bloomberg
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