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Liliane de Lima
É repórter do Seu Dinheiro. Jornalista formada pela PUC-SP, já passou pelo portal DCI e setor de análise política da XP Investimentos.
QUASE O DOBRO

Corte maior que o anunciado: Amazon pretende desligar mais de 18 mil funcionários

Com a revisão, a empresa de Jeff Bezos conquistará o “prêmio” de maior corte no quadro de pessoal de uma empresa de tecnologia, superando apenas o da Meta, que desligou 11 mil no ano passado

Liliane de Lima
5 de janeiro de 2023
13:30 - atualizado às 15:41
Fachada de vidro da Amazon com logo à frente
Amazon - Imagem: Sundry Photography/Shutterstock

As esperanças renovadas no início do ano foram frustradas. Uma das maiores varejistas do mundo anunciou que pretende demitir mais funcionários do que o previsto.

A Amazon afirmou nesta semana que cortará mais de 18 mil pessoas no quadro de funcionários neste ano, sendo oito mil a mais do que o anunciado há dois meses — quando os “ajustes” de pessoal começaram na companhia.

Em memorando aos funcionários publicado no blog da Amazon, o CEO da companhia, Andy Jassy, disse que a revisão se dá pela “economia incerta” e pelo “excesso” de contratação nos últimos anos.

“Essas mudanças nos ajudarão a buscar nossas oportunidades de longo prazo com uma estrutura de custos mais forte; no entanto, também estou otimista de que seremos inventivos, engenhosos e desconexos neste momento em que não estamos contratando de forma expansiva e eliminando algumas funções”, disse Jassy.

Segundo o executivo, a maioria dos cortes deve acontecer nas lojas físicas da Amazon nos EUA e nas áreas de Pessoas, Experiência e Tecnologia (PTX). As demissões começarão a ser comunicadas aos funcionários a partir de 18 de janeiro.

Com a revisão da demissão em massa, a empresa de Jeff Bezos conquistará o “prêmio” de maior corte no quadro de pessoal de uma empresa de tecnologia, superando apenas o da Meta, que desligou 11 mil pessoas no início de novembro do ano passado. Ao todo, as três companhias — Meta, Twitter e Amazon —  dispensaram juntas cerca de 25 mil funcionários nos primeiros 15 dias de novembro.

O Seu Dinheiro entrou em contato com a divisão brasileira da Amazon. Em nota, a companhia confirmou a decisão sobre as demissões, mas sem detalhar como a medida deve afetar os funcionários brasileiros.

“Nuvem sombria" já anunciada 

Embora as demissões na Amazon estejam acontecendo nos últimos dois meses, a empresa já havia anunciado um “congelamento” de vagas no início de novembro do ano passado.

Na ocasião, a decisão foi informada por e-mail interno enviado aos funcionários, um dia após a divulgação dos resultados trimestrais da gigante de tecnologia.

No memorando, a chefe de recursos humanos da empresa, Beth Galetti, afirmou que a “pausa” nas contratações seria mantida durante os próximos meses.

Por fim, a Amazon se junta a Salesforce entre as primeiras grandes corporações a anunciar demissões na primeira semana de 2023.

Ontem, a Salesforce informou que deve demitir cerca de 7.000 funcionários —  o que corresponde a 10% da força de trabalho  — e fechará alguns escritórios nos EUA.

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