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O volume financeiro médio diário negociado (ADTV) do segmento de ações, uma métrica importante para a dona da bolsa de valores brasileira, recuou 19,2%
Com os juros em alta e a perspectiva de recessão ainda rondando as economias globais, o mercado acionário voltou a testar a resistência de seus participantes no primeiro trimestre — o Ibovespa, por exemplo, recuou mais de 7% no período. O clima não foi diferente para a B3 (B3SA3), conforme revela o balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira (11).
A operadora da bolsa brasileira registrou lucro líquido recorrente de R$ 1,216 bilhão entre janeiro e março, queda de 1,9% ante o primeiro trimestre do ano passado.
A receita líquida também encolheu: de R$ 2,544 bilhões nos primeiros três meses de 2021 para R$ 2,460 bilhões agora — uma baixa de 3,3% na comparação anual.
A B3 explica a performance com as incertezas advindas da expectativa do mercado em relação ao novo arcabouço fiscal e seus impactos nos juros, que contribuíram para o ambiente de alta volatilidade — a Selic foi mantida em 13,75% durante o trimestre.
O volume financeiro médio diário negociado (ADTV) do segmento de ações, uma métrica importante para a dona da bolsa de valores brasileira, recuou 19,2%, para R$ 25,2 bilhões. Segundo a B3, o indicador foi impactado pelo cenário de juros mais elevados.
No segmento de balcão, os juros mais elevados continuaram favorecendo os volumes, com destaque para o crescimento de 26,7% no estoque de instrumentos de renda fixa e de 28% no estoque do Tesouro Direto em relação ao primeiro trimestre de 2022.
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Já no segmento de futuros de índice de ações, o volume médio diário negociado (ADV) foi de 3,2 milhões de contratos, queda de 13,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
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