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Depois do Morgan Stanley, agora é a vez da AQR Capital revelar aumento da exposição às ações da Americanas (AMER3)
A ação da Americanas (AMER3) sobe mais de 130% em relação à mínima histórica de 20 de janeiro.
Em um momento no qual a situação de terra arrasada na varejista provoca uma debandada de investidores da AMER3, o mais provável é que o movimento dos últimos dias tenha relação com o crescente interesse de tubarões de águas internacionais na ação da Americanas.
Dois dias depois de o Morgan Stanley ter comunicado ao mercado que elevou sua posição em AMER3 a 5,2% do capital aberto da Americanas, agora é a vez da AQR Capital revelar movimentação similar.
A gestora norte-americana informou na noite de quinta-feira que passou a controlar 5,33% das ações da Americanas.
AMER3 encontrava-se na faixa dos R$ 12 por ação antes da eclosão do escândalo contábil na varejista. Ontem, o papel era cotado a R$ 1,68.
O que estaria então levando grandes tubarões do mercado financeiro internacional a investir pesado em Americanas?
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No comunicado sobre a exposição ao papel, a AQR Capital limita-se a informar que o aporte tem "fins de investimento" e que não pretende alterar a composição do controle da companhia.
No entanto, a alta volatilidade observada nos dias que se seguiram à revelação de inconsistências contábeis na Americanas sinaliza que AMER3 tornou-se alvo de especulação no mercado financeiro em meio à crise.
Ações especulativas na bolsa costumam mirar ganhos de curto prazo. E isso torna ainda mais intrigante o interesse da AQR Capital na Americanas.
Afinal, a gestora norte-americana dispõe de dezenas de bilhões de dólares sob sua gestão e costuma se gabar de manter uma postura disciplinada de identificação de oportunidades de longo prazo.
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