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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

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A Americanas (AMER3) corta os bancos na carne: como Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e Itaú (ITUB4) reagiram à crise?

O rombo da Americanas fez com que grandes bancos, como Itaú (ITUB4), Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) sofressem um baque nos balanços

Victor Aguiar
Victor Aguiar
11 de fevereiro de 2023
8:11 - atualizado às 19:43
Capa do Podcast Touros e Ursos do dia 10/02/2023. Vinicius Pinheiro e Victor Aguiar falam do impacto do evento Americanas (AMER3) sobre os grandes bancos, como Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11)
Imagem: Seu Dinheiro

O escândalo da Americanas (AMER3) abriu uma caixa de Pandora no mercado brasileiro: uma sombra de dúvida agora ronda as mais diversas empresas: outras companhias de e-commerce, varejistas de moda e até mesmo os grandes bancos , como Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Santander (SANB11), foram envolvidos pela névoa da incerteza.

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Não é achismo nem exagero: basta olhar para o balanço dessas instituições no quarto trimestre de 2022 para constatar o estrago feito pelo rombo contábil da Americanas. Em maior ou menor escala, todos tiveram que fazer provisões volumosas, de modo a se preparar para um eventual calote da rede de varejo.

Provisões, naturalmente, nunca são boas notícias: impactam os lucros, afetam a rentabilidade e mexem com as perspectivas futuras de uma instituição bancária. E, no caso de Bradesco, Itaú e Santander, vimos estratégias diferentes para lidar com o problema da Americanas — cada uma, com efeitos bastante particulares.

Itaú, Santander e Bradesco: amortecendo o baque da Americanas

Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), por exemplo, foram por um caminho conservador e provisionaram 100% dos créditos devidos pela Americanas, de modo a conter qualquer tipo de contágio desse episódio aos balanços de 2023. Só que é preciso levar em conta que os dois bancos estavam em momentos muito diferentes.

Enquanto o Itaú surfava uma onda de expansão ao longo de 2022, o Bradesco vinha de um 3º trimestre tumultuado; como resultado, o 'evento Americanas' causou impacto limitado no primeiro, enquanto o segundo viu o lucro e a rentabilidade despencarem — vale ressaltar que o Bradesco tem um volume maior de dívidas a serem equacionadas com a varejista.

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Já o Santander foi o menos conservador dos três, provisionando 'apenas' 30% do total do crédito comprometido com a Americanas; ainda assim, tanto o lucro quanto a rentabilidade sofreram bastante no quarto trimestre.

Leia Também

No podcast Touros e Ursos desta semana, Vinícius Pinheiro e eu falamos sobre esse efeito dominó gerado pela Americanas e que, agora, já pode ser mensurado pelos grandes bancos privados, como Itaú, Bradesco e Santander; e também, como sempre, escolhemos os destaques positivos e negativos da semana.

O balanço da BB Seguridade e os dados operacionais da Petrobras no quarto trimestre do ano estão entre os temas discutidos. Para acompanhar o bate-papo na íntegra, basta apertar o play, neste link.

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