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Americanas anunciou Leonardo Coelho Pereira como novo CEO da companhia e novo nome para ocupar o comitê que investiga o rombo contábil bilionário
Pouco mais de um mês após a revelação do rombo contábil bilionário e com pouquíssimas respostas sobre o escândalo, a Americanas (AMER3) teve uma baixa no comitê independente criado para investigar o caso.
Vanessa Claro Lopes pediu para deixar o comitê em razão da dificuldade em conciliar a agenda com os demais compromissos, de acordo com a Americanas. Embora tenha deixado o comitê, ela permanece como membro do conselho de administração da varejista.
Para o lugar de Vanessa, a Americanas aprovou o nome de Antonio Luiz Pizarro Manso para o comitê independente. Além de atuar no conselho de várias empresas, o executivo tem experiência nesse tipo de caso, já que tem no currículo a passagem pelo comitê de investigação independente da Hypera.
A empresa farmacêutica, vale lembrar, fechou acordo de leniência no ano passado para encerrar investigações relacionadas aos pagamentos ilegais de ex-executivos a funcionários públicos e políticos entre 2013 e 2016.
Ainda dentro da reorganização interna que promove em meio ao escândalo, a Americanas anunciou Leonardo Coelho Pereira como novo CEO da companhia.
O executivo será o terceiro a ocupar o cargo desde a revelação do rombo contábil. A primeira mudança veio com a saída de Sérgio Rial, que nem sequer chegou a esquentar a cadeira. Aliás, ele anunciou a renúncia no mesmo comunicado em que a varejista revelou o problema nos balanços.
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Quem ficou no comando da Americanas no último mês foi João Guerra, que era diretor de recursos humanos e agora volta para a função na varejista.
Para liderar o duro processo de negociação com os credores, a Americanas escolheu um executivo com experiência em reestruturações.
Antes da varejista, Pereira atuou como sócio da consultoria Alvarez & Marsal, especializada em prestar assessoria a empresas em dificuldades. O novo CEO também tem experiência em companhias do setor de varejo e em multinacionais, ainda de acordo com a Americanas.
Por fim, Pereira ainda terá a missão de ajudar a companhia a dar uma resposta sobre o que levou ao rombo contábil sem precedentes na história corporativa brasileira. No início de fevereiro, quase um mês após a revelação dos problemas, a empresa decidiu afastou seis diretores e executivos das áreas financeira e contábil.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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