O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Quando as coisas pareciam caminhar para um desfecho mais positivo, os EUA e a China encontraram nos ovnis um novo jeito de brigar
A semana começa com mais notícias envolvendo o espaço aéreo da América do Norte. Aviões militares derrubaram neste fim de semana mais objetos não identificados nos céus dos Estados Unidos, na região dos Grandes Lagos, e do Canadá, no território de Yukon. Os famosos ovnis.
Ao que tudo indica, embora ainda não formalmente confirmado, os objetos voadores não identificados eram balões menores do que o balão espião chinês abatido pelos EUA há uma semana na costa da Carolina do Sul.
Para a tristeza dos amantes das teorias de conspiração sobre alienígenas, a invasão extraterrestre ficou para outro dia. O que temos para hoje é a tensão geopolítica entre EUA e a China.
Vale ressaltar que o Pentágono não confirmou os objetos voadores subsequentes como sendo chineses, enquanto Pequim, por sua vez, acusou os EUA de enviar 10 balões ao espaço aéreo da China em 2022. Parece justo, no entanto, perguntar qual é o plano de jogo de Pequim aqui.
Veja, estamos falando das duas principais economias do mundo, o que faz com que qualquer atrito, como o que vem acontecendo nos últimos anos, chame sempre a nossa atenção (pode afetar a economia mundial).
Com briga ou sem briga, os EUA ainda precisam da China para fabricar as coisas que fabricam e a China precisa dos dólares americanos para manter sua economia funcionando. Ou seja, há uma dependência econômica mútua aqui que não pode acabar do nada, fazendo com que qualquer processo de transformação seja demorado.
Leia Também
Há quem argumente que a alta cúpula chinesa podia nem estar ciente de que o primeiro dispositivo de coleta de informações estava pairando no espaço aéreo dos EUA, enquanto outros indicam que foi um erro geopolítico da parte dos chineses.
O mundo enfrenta um aperto monetário com poucos precedentes no passado, o que apontaria para uma recessão nos países centrais, enquanto a China luta para finalmente sair das restrições pandêmicas.
O presidente chinês Xi Jinping não é bobo e sabe que para ter um sucesso maior em termos de crescimento precisa que o mundo não caia em uma recessão muito dura e, principalmente, que os EUA não possam retaliar economicamente a China, como fizeram com a Rússia — depois de 2022, qualquer evento geopolítico ganhou peso.
Ora, os EUA continuam sendo o principal parceiro comercial da China, com o comércio bilateral chegando a US$ 2 bilhões por dia. Enquanto a realidade for essa, o governo chinês precisará controlar a sua resposta aos abates americanos dos objetos voadores.
Claro, isso se os últimos forem mesmo de origem chinesa, como tudo sugere — se tivesse realmente sido apenas uma ferramenta de coleta de dados meteorológicos, Pequim não hesitaria em avisar os EUA formalmente o desvio de rota, conforme a diplomacia internacional pede.
A reunião entre Biden e o presidente Xi Jinping na Indonésia no final do ano passado foi projetada para estabelecer laços entre as duas maiores economias e potências estratégicas do mundo. A esperança era fazer com que os funcionários falassem mais e trabalhassem em interesses comuns. E as coisas pareciam caminhar bem.
Ocorre que, mais uma vez, temos as duas principais economias se estranhando. Sabemos que a tendência é que haja nos próximos anos uma regionalização maior, com a divisão do mundo em dois blocos principais, um mais alinhado aos americanos e outro aos chineses. Quanto pior for o ambiente geopolítico, mais difícil será para trabalharmos em uma transição saudável de modelo econômico.
Mesmo assim, a história pode nos mostrar que as disputas geopolíticas nem sempre inviabilizam as relações próximas, especialmente as econômicas. Para ilustrar, o comércio de mercadorias entre os EUA e a China atingiu um recorde em 2022, mesmo com efeitos e sanções em vigor desde a guerra comercial da era Trump.
De qualquer forma, a situação de agora é problemática, porque a economia da China cresceu no ano passado no segundo ritmo mais lento desde a década de 1970, prejudicada pela pandemia e pelos esforços liderados pelos Estados Unidos para manter equipamentos avançados de fabricação de chips longe do território chinês.
Esperava-se que o relaxamento da política de zero-Covid fosse um novo começo, não apenas para a economia, mas também para as relações internacionais, dado o isolamento da China por tanto tempo. Agora, porém, o incidente do balão (ou dos balões) pode tornar mais difícil para a economia chinesa recobrar seu brilho.
Quanto mais tempo houver falta de clareza, mais estreita será a janela para tornar o objetivo da reunião na Indonésia possível. O problema é que isso afeta não só a retomada chinesa, mas o crescimento global como um todo, podendo prejudicar o Brasil, já em uma situação bastante delicada.
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira
Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic
A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia
Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje
Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta
O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista