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Para analistas, os próximos anos da Hapvida (HAPV3) serão mais desafiadores do que o esperado pelo mercado
A perspectiva de que o mercado de trabalho deve enfraquecer ao longo de 2023 fez o JP Morgan rebaixar a recomendação para as ações da Hapvida (HAPV3) de 'compra' para 'neutro'.
O preço-alvo dos papéis também foi cortado de R$ 9,50 para R$ 5,50, o que representa potencial de alta de 15,3% em relação ao fechamento de ontem. Nesta sexta (6), as ações operam em queda de 2,3%.
O banco também levou em consideração para o rebaixamento o ambiente difícil para reprecificação dos planos de saúde, o que deve empurrar a normalização da rentabilidade da Hapvida para a segunda metade de 2024.
Em relatório, o JP Morgan destaca que, apesar de ainda ver a Hapvida com potencial para ganhar mercado dentro dos planos de saúde privados, os próximos dois anos devem ser mais desafiadores do que o esperado.
Os analistas também colocam na prateleira de riscos a possibilidade de ruídos decorrentes da fusão com a Intermédica, além de mudanças no comando da companhia.
Vale lembrar que, em novembro do ano passado, um dos Co-CEOs da empresa, Irlau Machado, renunciou ao cargo. Ele comandou o Grupo NotreDame Intermédica por oito anos e foi um dos protagonistas por trás da fusão entre as duas companhias.
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E, já que Hapvida não está com os melhores prognósticos, os olhos do JP Morgan se concentram na Rede D'Or (RDOR3), a única ação do setor de saúde para a qual o banco tem recomendação de compra.
De acordo com os analistas do JP Morgan, a avaliação da Rede D'Or é menos dependente do cenário macroeconômico, principalmente depois da aquisição da SulAmérica.
O banco destaca que a Rede D'Or domina os principais mercados privados de saúde, concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo, o que dá à empresa um poder de negociação acima da média com os beneficiários.
Mas, ao mesmo tempo, a aquisição da SulAmérica é um ponto-chave de preocupação dos investidores devido ao tamanho do negócio. Além disso, existe a previsão de um alto investimento necessário para os próximo 3 a 5 anos.
Para as ações da Rede D'Or, o JP Morgan estabeleceu preço-alvo de R$ 37, também uma redução em relação à estimativa anterior, de R$ 42. Comparado com o fechamento de ontem, o novo preço representa potencial de alta de 33,8%.
Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
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