O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para os investidores que estão vendidos nas ações da varejista dona das Casas Bahia e Ponto, o cenário real é bem pior do que o pintado no balanço
A situação financeira da Via (VIIA3) é mais delicada do que indicam os números da varejista? Essa é a visão de investidores que estão vendidos nas ações da dona das Casas Bahia e Ponto.
Nas contas de um gestor de fundos que aposta na queda dos papéis, o Ebitda (medida de geração de caixa usada pelo mercado) "real" da empresa nos últimos 12 meses chega a ser negativo, o que torna o nível de alavancagem bem maior que o reportado pela companhia.
Vale ressaltar que estamos falando basicamente de diferenças de interpretação. Ou seja, a princípio não há nada errado na forma como a varejista apresenta os números. Portanto, não se trata de fraude, como foi o caso da Americanas.
Seja como for, a Via deve precisar de uma injeção de capital bilionária para reequilibrar o balanço se os cálculos alternativos estiverem corretos. Aliás, circulam no mercado desde o mês passado rumores de que a companhia fará uma nova oferta de ações para se capitalizar.
O valor final de uma possível emissão de ações vai depender do tamanho da capacidade de a Via melhorar a operação — que assim como todo o varejo sofre no atual cenário de juros altos. Além, é claro, da demanda do mercado.
O valor de mercado da varejista está na casa dos R$ 3,5 bilhões na B3. O Seu Dinheiro procurou a Via, que não respondeu até a publicação desta matéria. A empresa enviou posteriormente uma nota, que segue no final do texto.
Leia Também
A Via já vem passando por uma ampla reestruturação, com foco em corte de custos. As mudanças incluíram a saída de praticamente toda a diretoria que entrou na companhia em 2019 e considerada um "dream team" pelo mercado na época.
Desde o ano passado, o presidente do conselho de administração da varejista é Renato Carvalho, sócio da Laplace, uma consultoria especializada na recuperação de empresas em dificuldades financeiras.
De todo modo, quem checar os resultados da Via no primeiro trimestre pode não enxergar uma situação tão grave assim. Afinal, a companhia reportou um Ebitda ajustado de R$ 2,4 bilhões nos últimos 12 meses, para uma dívida líquida de R$ 550 milhões.
Só que, para os investidores que estão vendidos nas ações da Via, o cenário real é bem pior do que o pintado no balanço. O questionamento se concentra na forma como analisar a dívida e o Ebitda.
O cálculo do Ebitda “oficial”, por exemplo, não considera as despesas com os arrendamentos (aluguéis), que representam uma parcela relevante do caixa. Sob essa visão, o Ebitda da Via nos últimos 12 meses fica negativo em R$ 455 milhões.
Os “vendidos” ainda enxergam a dívida bem maior, ao incluírem na conta valores como as linhas bancárias que a companhia toma para antecipar recursos a fornecedores, além do famoso crediário.
Do lado financeiro, a Via conseguiu recentemente um fôlego ao rolar uma dívida de R$ 1,1 bilhão que vencia agora por meio de uma emissão de debêntures que foi “encarteirada” pelos bancos. Mas a companhia teve de aceitar um custo alto, de CDI + 4,10% — algo como 18% ao ano.
Como se não bastasse, a Via ainda enfrenta um dilema interno. Isso porque o empresário Michael Klein entrou com um arbitragem contra a varejista, de acordo com notícia do Valor Econômico.
Acionista minoritário da Via e da família fundadora das Casas Bahia, Klein quer a liberação de lojas e outros imóveis dados como garantia em pagamentos de passivos fiscais e trabalhistas para a empresa.
Após a publicação da matéria, a Via enviou uma nota ao Seu Dinheiro, cuja íntegra segue abaixo:
A Via é uma empresa de base financeira e de governança sólidas e ressalta que todos os seus resultados são divulgados de forma clara em seus balanços trimestrais, com todos os registros contábeis e informações tais como Ebitda, endividamentos e despesas, declaradas sob rígidos padrões do mercado e auditadas externamente.
A empresa informa que segue firme com seu compromisso com a transparência e respeito aos consumidores, acionistas e colaboradores, sempre em alinhamento à legislação vigente.
Considerando a receita dos novos imóveis, a casa de análise enxerga potencial de geração de valor no médio prazo
O comunicado é uma resposta à notícia de que a controladora da Decolar considerava fazer uma oferta pela operadora brasileira de turismo
A operação envolve a alienação de 11 empreendimentos logísticos e reforça a estratégia de reciclagem de portfólio da companhia
A companhia anunciou que concluiu o acordo com o fundo soberano da Arábia Saudita para criação da Sadia Halal. O próximo passo é o IPO na bolsa de lá, com valor de mercado estimado ultrapassando os US$ 2 bilhões
Balanços corporativos também mexeram com índices de ações norte-americanos; petróleo caiu com possível acordo entre Irã e EUA
Já o carro das ações com pior desempenho foi puxado pela MBRF; veja os rankings completos das melhores e piores ações do mês
A falta de chips não é o único obstáculo da inteligência artificial para as empresas de tecnologia, que mostram que a corrida pela IA vai custar caro
Ao Seu Dinheiro, Rodrigo Koch, responsável pelas estratégias de ações da família Optimus, explica por que trocou a busca por “barganhas” pela segurança da liquidez
O espaço ocupado pela empresa representa cerca de 2% da área bruta locável (ABL) do BMLC11, o que limita o impacto operacional
A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida
No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)
O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos
Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais
Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11
O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual
Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil
Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda
Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco
O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado
Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho