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O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq tinha tudo para amargar fortes perdas nesta segunda-feira (13), mas conseguiram, em certa medida, resistir à quebradeira do SBV e do Signature Bank
A segunda-feira (13) tinha tudo para ser uma catástrofe para o S&P 500, para o Nasdaq e para o Dow Jones: dois bancos gringos quebraram, ativos considerados mais seguros como o ouro e a prata subiram e o temor de uma nova crise voltou a aparecer no horizonte. Mas os três índices da bolsa de Nova York resistiram em meio às oscilações.
Para um desavisado, a sessão de hoje poderia até ser considerada normal, afinal de contas, o sobe e desce dos índices faz parte do dia a dia do mercado de ações. Só que não foi.
Para se ter uma ideia, o índice Cboe Volatility (VIX) — o medidor de medo usado por Wall Street — atingiu um nível não visto desde o final de 2022 e se aproximou de um território considerado de alto risco. Ele subiu cerca de dois pontos, a 26,56.
As ações dos bancos permaneceram sob pressão após a queda da semana passada, com JPMorgan Chase e Citigroup caindo. Bancos regionais recuaram ainda mais na esteira da falência do SVB Financial e do Signature Bank, liderados pela queda de mais de 70% do First Republic.
Mas Wall Street resistiu, com Dow Jones e S&P 500 em queda moderada e o Nasdaq encerrando o dia em alta. Confira a variação e a pontuação dos principais índices de ações da Bolsa de Valores de Nova York no fechamento:
A resposta para essa pergunta é uma só: a expectativa do abrandamento do ciclo de aperto monetário do Federal Reserve (Fed). Mais do que isso: a possibilidade de corte da taxa de juros neste ano diante de uma crise bancária que se avizinha.
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Embora esteja preparando um novo programa de financiamento a prazo destinado a salvaguardar os depósitos, o mercado entende que, depois da falência dos dois bancos, isso não será suficiente e o BC dos EUA será obrigado a agir em outras frentes, uma delas, a taxa de juros.
Até então, 70% das apostas indicavam que o Fed elevaria a taxa referencia em 0,50 ponto percentual (pp) na reunião deste mês. Agora, com a falência dos dois bancos, os traders estão precificando chances de cerca de 2 para 1 de que o Fed aumente os juros apenas em 0,25 pp no encontro dos dias de 21 a 22 de março.
Além disso, o mercado também está antecipando que, até o final do ano, o BC dos EUA cortará os juros, reduzindo a taxa para uma faixa entre 4% e 4,25%. Para se ter uma ideia, a precificação em maio apontava uma taxa terminal de 4,75% ao ano.
A falência dos dois bancos perturba o Fed. O BC norte-americano está travando uma batalha contra a inflação usando como arma o aumento dos juros. E, agora, é desafiado por problemas de liquidez sistêmica.
Se a volatilidade dos mercados financeiros não der uma trégua, o estresse é ainda maior e pode afastar o Fed de seu plano de trazer a inflação de volta para a meta de longo prazo de 2% com o aperto monetário.
Há, inclusive, quem acredite que os planos do BC dos EUA já foram por água abaixo. O Goldman Sachs, por exemplo, não espera mais que o Federal Reserve aumente os juros em na reunião da próxima semana.
Um elemento chave que pode determinar os próximos passos do Fed é o indicador de inflação de fevereiro. O índice de preços ao consumidor norte-americano será revelado na terça-feira (14) antes da abertura do mercado.
"Se obtivermos um índice de preços ao consumidor ruim, o Fed se encontrará em uma situação difícil ou muito mais difícil do que se encontra antes da divulgação desse dado", disse o CIO da Orion Advisor Solutions, Timothy Holland.
Os mercados europeus não escaparam dos efeitos negativas das falências e fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, levando os bancos da região ao pior dia em mais de um ano.
Por lá, o setor bancário recuou 5,65%, a pior performance desde 4 de março de 2022, de acordo com dados do Eikon, quando caíram 6,66% com avisos de que a qualidade de seus ativos seria afetada pela guerra na Ucrânia.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 2,34%. Confira abaixo o fechamento de algumas das principais bolsas da Europa:
*Com informações da CNBC e do Investor
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