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Com o dinheiro novo que entra no caixa, a Aeris vai reduzir a dívida líquida, que encerrou o terceiro trimestre em pouco mais de R$ 1 bilhão
A Aeris (AERI3) confirmou a entrada na lista de empresas que precisaram de uma injeção de capital para reduzir o nível de endividamento. A fabricante de pás eólicas definiu a captação de R$ 400 milhões em uma oferta de ações.
Aliás, a operação saiu pronta "do berço", já que o BTG Pactual (BPAC11), coordenador da oferta, ofereceu garantia firme para ficar com as ações caso não houvesse demanda do mercado.
Junto com o compromisso, o banco e os controladores da Aeris assinaram uma opção de compra e venda das ações entre si daqui a dois anos.
O preço por ação também já estava definido: R$ 0,84. Trata-se de um valor 85% do que a cotação da Aeris na estreia na B3, em novembro de 2020. Ou seja, a operação impôs uma diluição grande aos acionistas que não acompanharam o aumento de capital.
Com o dinheiro novo que entra no caixa, a Aeris vai reduzir a dívida líquida, que encerrou o terceiro trimestre em pouco mais de R$ 1 bilhão.
O valor equivale a três vezes o Ebitda (indicador que o mercado costuma usar como medida de geração de caixa).
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Entre julho e setembro, a Aeris registrou prejuízo líquido de R$ 28,7 milhões, 11% a mais que o resultado negativo do terceiro trimestre de 2022.
E os próximos anos ainda devem ser difíceis para a empresa. A própria Aeris antecipa que o número de instalações de parques eólicos no Brasil tende a diminuir em 2024 e 2025. Ou seja, esse cenário deve reduzir a demanda pelas pás eólicas da companhia.
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