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A Creditas já recebeu mais de US$ 829 milhões em investimento e se tornou um unicórnio em dezembro de 2020; a fintech recebeu o maior aporte entre startups no primeiro semestre deste ano
Enquanto a maioria dos unicórnios estão em crise, a Creditas tem navegado sobre as ondas da alta de juros e da inflação global.
A fintech anunciou, nesta sexta-feira (8), uma extensão de US$ 50 milhões (R$ 264,4 milhões) da sua rodada de investimentos Série F — que foi realizada em janeiro e liderada pela Fidelity — totalizando um aporte de US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão).
Com o novo investimento, a Creditas se torna a fintech com a maior captação do primeiro semestre deste ano, ultrapassando a fintech Neon, que recebeu um aporte de US$ 300 milhões na sua rodada Série D.
Fundada em 2012, a fintech tem escritórios em São Paulo (SP), Barueri (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Valência (Espanha) e Cidade do México (México).
Por fim, a Creditas é avaliada em US$ 4,8 bilhões.
Com a extensão de US$ 50 milhões na rodada Série F, a Creditas anunciou duas novas aquisições: o Banco Andbank e a startup Kzas, de financiamento imobiliário.
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O Andbank é europeu, tendo sido fundado em Andorra. Com a aquisição da licença bancária, o unicórnio brasileiro quer diversificar as fontes de financiamento e aumentar a carteira de crédito.
Segundo a Creditas, o banco continuará operando o negócio de gestão de patrimônio e ativos privados de forma separada.
“Trabalharemos junto ao time do Andbank para inovar em nossos fundos do mercado de capitais, incluindo FIIs, FIDCs e CRIs”, afirma Sergio Furio, fundador e CEO da fintech, em comunicado.
O valor da transação não foi divulgado, mas ainda deve passar pelo crivo do Banco Central do Brasil, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Autoritat Financera Andorrana (AFA).
Além disso, a Creditas vai acelerar a Voltz Motors, uma fabricante de motocicletas elétricas, que faz parte da fintech desde 2021. Até o momento, mais de R$ 150 milhões foram investidos.
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