Oi (OIBR3) fecha venda de participação da unidade de fibra, mas terá fatia menor do negócio
Após a conclusão do negócio de R$ 12,9 bilhões, a fatia da Oi na unidade de fibra ficará em 34,73% — abaixo dos 42,1% previstos originalmente

A Oi (OIBR3) acaba de concluir mais uma etapa do longo e tortuoso processo de recuperação judicial, que se arrasta há seis anos. A empresa concluiu a venda do controle da unidade de fibra ótica (InfraCo) para um fundo de investimentos do BTG Pactual (BPAC11).
O negócio, que basicamente vai representar a "nova Oi", totalizou R$ 12,9 bilhões. Mas a operação contou com ajustes no fechamento previstos em contrato que resultaram em mudanças na participação dos dois sócios.
Então a fatia da Oi na unidade de fibra após a conclusão de todas as fases ficará em 34,73% — abaixo dos 42,1% previstos originalmente. A participação do BTG, portanto, passará de 57,9% para 65,27%.
Quanto a Oi (OIBR3) vai receber
A Oi receberá um total R$ 8 bilhões do fundo do BTG pela participação na InfraCo, sendo que R$ 4,3 bilhões agora e o restante o restante em até três parcelas até o ano que vem. A empresa ainda terá direito a R$ 2,7 bilhões na forma de dividendos em até 90 dias.
Uma parte de todo esse dinheiro, porém, nem chegou a "esquentar" no caixa, já que a Oi usou R$ 3,5 bilhões para quitar uma emissão de debêntures conversíveis em ações preferenciais.
- OI (OIBR3) NÃO TEM SALVAÇÃO… pelo menos por ora. A ação já cai 65% em 12 meses e pode desmoronar mais com piora do cenário econômico. Analista recomenda venda de OIBR3 e compra de bancão com alto potencial de valorização. Entenda melhor no relatório gratuito que liberamos para você neste link.
Além do dinheiro pelas ações da operadora, o fundo do BTG fez um aporte da ordem de R$ 1,8 bilhão em dinheiro novo no negócio da fibra ótica. Daqui a 90 dias, a Infra Co vai incorporar o fundo receber outros dois aportes.
Leia Também
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
Com isso, a participação do fundo ficará em 57,9%, enquanto a Oi permanecerá com 42,1%.
Tudo isso estava previsto na operação, assim como os ajustes finais para o fechamento. De acordo com a Oi, houve "extensas negociações entre as partes sobre os termos e condições finais".
“Neste Termo, as partes concordaram em ajustar o contrato de provimento de capacidade FTTH para refletir condições comerciais mais favoráveis à Oi no preço mensal por HC e no índice de reajuste aplicável, tornando, em contrapartida, os serviços mais competitivos”, informou a empresa, em fato relevante.
Leia também:
- Oi (OIBR3) renegocia dívida multibilionária com a Anatel, alonga prazo e consegue um descontão
- Compra dos ativos da Oi (OIBR3) dá uma forcinha extra para os negócios da Telefônica Brasil (VIVT3); saiba como
A Oi vai promover uma conferência com analistas e investidores nesta sexta-feira, às 11h, para comentar o acordo de venda da participação no negócio de fibra. Você pode acessar o link de acesso aqui.
Os avanços no processo de recuperação judicial não têm se refletido nos papéis da operadora negociados na B3. No pregão de ontem, as ações OIBR3 encerraram o dia cotadas a R$ 0,60, em queda de 1,63%. Mas a conclusão da venda do negócio de fibra pode representar um marco importante para quem acredita na virada.
REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?
Inter (INTR) ri, enquanto Wiz (WIZC3) chora: entenda a operação que fez as ações de seguradora despencarem 20%
20 de outubro de 2026 - 16:25Saiu caro demais?
Ânima (ANIM3) fecha parceria com o Einstein, mas preço acende alerta entre analistas e ações caem mais de 11% na B3; entenda
20 de outubro de 2026 - 16:09PRÉVIA DOS BALANÇOS
Nem todo bancão vai sair ileso: o que esperar dos balanços de Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil no 3T26
20 de outubro de 2026 - 6:12CONTA EM ABERTO
Raízen (RAIZ4): recuperação extrajudicial avançou, mas credores estão longe de saber quanto vão recuperar no fim do processo, diz BB Investimentos
17 de outubro de 2026 - 15:02NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS