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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

NA CONTRAMÃO DAS BIG TECHS

O dado que fez as ações da Meta, dona do Facebook, despencarem mais de 20% em Nova York após balanço

Este é o primeiro resultado trimestral com o novo nome, alteração feita em outubro de 2021, após uma série de notícias sobre documentos vazados e compartilhados

Carolina Gama
2 de fevereiro de 2022
19:07 - atualizado às 12:25
mark ao lado da logomarca nova da meta, que aposta no metaverso
Imagem: Imagem: Divulgação

Ao que tudo indica, Mark Zuckerberg não fez a lição de casa como deveria ou, pelo menos, como o mercado esperava. As ações da Meta despencaram mais de 20% no after market em Nova York depois que a empresa da qual é fundador e que controla o Facebook apresentou resultados trimestrais abaixo do esperado.

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Não bastasse a receita e o lucro do quarto trimestre terem vindo abaixo do esperado, a Meta ainda forneceu uma projeção fraca para a receita do primeiro trimestre deste ano. A combinação explosiva acabou pesando sobre os papéis da Meta, que recuaram 22,69%, cotados a US$ 251,09 logo depois que o resultado da empresa foi anunciado. 

Com esse desempenho, a dona do Facebook se junta à Netflix, que viu suas ações caíram mais de 20% em Nova York depois dos resultados trimestrais, que foram influenciados pelo decepcionante número de assinantes pagos. 

Assim, ambas descolaram do pelotão de gigantes da tecnologia como Apple e Alphabet - a dona do Google, que agradaram os investidores ao superar os desafios de um ano que ainda foi marcado pela pandemia de covid-19. 

Os números da Meta

A Meta reportou lucro líquido de US$ 10,285 bilhões no quarto trimestre de 2021, o que representa uma queda de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, a receita somou US$ 33,671 bilhões, um aumento de 20%.

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No ano, a dona do Facebook viu uma alta de 35% no lucro líquido, totalizando US$ 39,370 bilhões. A receita totalizou US$ 117,929 bilhões, um avanço de 37% na mesma base de comparação.

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A Meta indicou que sua performance foi afetada por uma combinação de fatores, incluindo inflação, mudanças de privacidade no iOS da Apple, interrupções na cadeia produtiva de seus anunciantes e outros desafios macroeconômicos.

Em relação ao número de usuários, os ativos diários somaram 1,93 bilhão, um aumento de 5% em base anual, enquanto os ativos mensais totalizaram 2,91 bilhões, o que representa um avanço de 4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Confira abaixo a performance da meta no trimestre e as estimativas da Refinitiv e da StreetAccount obtidas pela CNBC: 

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  • Lucro por ação: US$ 3,67 contra US$ 3,84 esperados
  • Receita: US$ 33,67 bilhões contra US$ 33,4 bilhões esperados
  • Usuários ativos diários (DAUs): 1,93 bilhão contra 1,95 bilhão esperado
  • Usuários ativos mensais (MAUs): 2,91 bilhões contra 2,95 bilhões esperados

As previsões mais fracas

Este é o primeiro balanço do Facebook desde que mudou o nome de sua holding para Meta, em uma referência ao metaverso

Zuckerberg anunciou a mudança de nome em outubro de 2021, após uma série de notícias preocupantes sobre o Facebook que resultaram de documentos vazados compartilhados por um ex-funcionário com jornalistas, legisladores e a SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos.

A mudança de nome, no entanto, de pouco adiantou para o desempenho da empresa. Além de ficar abaixo das expectativas em usuários ativos diários e mensais, a holding decepcionou nas projeções para o próximo trimestre. 

A Meta disse que a receita no primeiro trimestre será de US$ 27 bilhões a US$ 29 bilhões. Analistas esperavam receita de US$ 30,15 bilhões, segundo a Refinitiv.

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