Nubank (NUBR33) pode precisar de R$ 1,8 bilhão em capital para atender a nova regra do Banco Central
Com uma carteira de US$ 5,2 bilhões (R$ 26 bilhões) em financiamentos por cartão de crédito, o Nubank deve ser o mais afetado pelas regras que exigem mais capital das fintechs, segundo os analistas do Goldman Sachs

A nova regra do Banco Central que vai exigir mais capital das fintechs — como são conhecidas as novas empresas de tecnologia que atuam no setor financeiro — vai custar caro para o Nubank (NUBR33).
No pior cenário, o banco digital pode precisar de US$ 360 milhões (R$ 1,8 bilhão no câmbio atual) para atender a norma. Quem publicou o número foi o Goldman Sachs, com base em uma informação fornecida pelo próprio Nubank.
O BC divulgou as novas regras para as fintechs na sexta-feira. Com a mudança, instituições de pagamento que oferecem outros serviços financeiros, como é o caso do Nubank, passarão a ter exigências de capital semelhantes às dos bancos.
Ruim, mas esperado para o Nubank
Para os analistas do Goldman Sachs, o Nubank é justamente o mais afetado pelas normas do BC, que entram em vigor gradualmente a partir de 2023.
Isso porque o banco digital possui uma carteira de US$ 5,2 bilhões (R$ 26 bilhões) em financiamentos por cartão de crédito, que terão de contar com lastro em capital.
A exigência de mais capital para operar torna a atividade de intermediação financeira mais cara. Por outro lado, aumenta a segurança do sistema como um todo.
Leia Também
Embora ruim, esse era um risco esperado. Com US$ 13 bilhões em caixa, o Nubank não deve ter problemas em absorver o impacto da regulação do Banco Central, de acordo com o Goldman Sachs.
As ações do Nubank, listadas em Nova York, reagiram em queda de mais de 7% na sexta-feira ao aperto regulatório. Aqui na B3, os recibos de ações (NUBR33) fecharam em baixa de quase 6%.
E não é só o Nubank...
O Nubank não é a única fintech afetada pela mudança nas regras do BC, ainda que em menor escala. Entre elas, estão as empresas de meio de pagamento como PagSeguro (PAGS34) e Stone (STOC31).
“A PagSeguro pode ter algum impacto menor com sua crescente operação de emissão de cartões, enquanto a Stone pode ter peculiaridades dadas suas estruturas de FIDC [fundos de recebíveis]”, escreveram os analistas do Goldman Sachs, em relatório.
Já o Mercado Livre (MELI34) deve ter o menor impacto, por ter a menor carteira de crédito entre as fintechs, ainda segundo os analistas.
Fintechs não gostaram
O aperto na regulação era uma demanda dos grandes bancos, que reclamavam de uma suposta competição desleal, tendo em vista que fintechs como o Nubank cresceram, mas permaneciam com regras mais brandas.
Já para a Zetta, associação liderada pelo Nubank e Mercado Pago (do Mercado Livre), as normas vão prejudicar a competição no setor financeiro.
Leia também:
- Nova regra do Banco Central vai prejudicar competição, diz associação de fintechs liderada pelo Nubank e Mercado Pago
- E agora, Nubank (NUBR33)? Banco Central aperta regras de capital para fintechs
- Nubank (NUBR33): ações disparam após UBS afirmar que corretora do banco pode ser ameaça para a XP; saiba os motivos
Embraer (EMBR3) reforça imagem no setor de defesa com venda para o Panamá — e o BTG gosta da mensagem que o negócio passa
Estimada em US$ 80 milhões, a transação foi formalizada durante a visita do presidente panamenho ao Brasil
XP eleva preço-alvo de bancão e mantém ação como preferida no setor financeiro; saiba qual é
A corretora reiterou a recomendação de compra e manteve o papel como top pick (preferido) do setor financeiro, destacando o potencial de valorização de 17%, mesmo após a alta de 38% acumulada neste ano
Marfrig (MRFG3) encerra contrato de venda de unidades no Uruguai para Minerva (BEEF3) após 2 anos — mas rival não aceita o “término”
O acordo estabelecia a venda de ativos para a controlada da Minerva e faz parte de uma transação bilionária anunciada pelas companhias em maio de 2023
Compra do Banco Master pelo BRB sofre novo revés por envolvimento com a Reag, alvo de operação contra o crime organizado
Pelo menos 18 dos 34 fundos declarados pelo Banco Master são administrados pela Reag e pela Trustee DTVM, ambos alvos da Polícia Federal
Vale tudo na novela: o que aconteceria se Odete Roitman tentasse passar a perna em Raquel na vida real
Especialista em direito societário analisa rasteira de Odete Roitman em Raquel Accioly que agitou a trama da novela Vale Tudo nos últimos dias
Na mira de investigações, Trustee e Banco Genial renunciam à gestão de fundos alvos de operação contra o PCC
Ontem, a Operação Carbono Oculto desmantelou um megaesquema de lavagem de dinheiro envolvendo centenas de fintechs, gestoras e empresas ligadas ao mercado financeiro
Raízen (RAIZ4) é a maior alta do Ibovespa após venda bilionária de usinas no Mato Grosso do Sul
Segundo a companhia, os ativos contam com capacidade instalada de aproximadamente 6 milhões de toneladas por safra
O jogo arriscado dos Coelho Diniz no Pão de Açúcar (PCAR3): afinal, o que eles querem com a varejista?
De acordo com um gestor com quem o Seu Dinheiro conversou, a resposta é simples: comprar um player relevante a preço de banana. Mas esta é uma aposta arriscada
Minerva (BEEF3) aprova redução de capital social em R$ 577,3 milhões para absorver os prejuízos de 2024
Com a aprovação da assembleia geral extraordinária, o capital social da companhia passa de R$ 3,6 bilhões divididos em 994.534.197 ações ordinárias
OpenAI abrirá o primeiro escritório na América Latina — e o Brasil foi o escolhido; veja os planos da companhia dona do ChatGPT
Atualmente, o Brasil está entre os três países com maior uso semanal do ChatGPT, registrando mais de 140 milhões de mensagens enviadas para o chatbot
O segredo do Japão para atrair Warren Buffett: a estratégia do bilionário por trás da compra de mais de 10% da Mitsubishi
Para se ter uma ideia, as participações da Berkshire nos conglomerados japoneses saltaram de valor, passando de US$ 6 bilhões inicialmente para US$ 23,5 bilhões ao final de 2024
Ultrapar (UGPA3), Raízen (RAIZ4) e Vibra (VBBR3) disparam após operação contra o PCC; entenda os motivos
As três empresas têm atuação no setor de combustíveis, que está no centro da Operação Carbono Oculto, que atingiu até mesmo a Faria Lima hoje
Sebrae lança um fundo de fundos com o BTG Pactual; saiba que tipo de empresas estarão na mira
FIC FIP Sebrae Germina começa com R$ 100 milhões do Sebrae Nacional e pode chegar a R$ 450 milhões com a adesão de unidades estaduais da entidade
CVM chama a atenção da Braskem (BRKM5), que presta explicações sobre negociações de fatia da empresa — e revela mais um interessado
O pedido de esclarecimento aconteceu depois que o jornal O Globo noticiou que a gestora IG4 busca espaço com proposta envolvendo bancos credores e acionistas da petroquímica
Fintechs invisíveis e o “banco paralelo” do PCC: como criminosos se aproveitaram da Faria Lima para desviar bilhões
Da Faria Lima às contas digitais, a Polícia Federal e a Receita miram centenas de empresas e pessoas físicas em um esquema de lavagem de dinheiro, estelionato e fraude fiscal
Petrobras (PETR4) recebe a indicação de novo membro do conselho de administração; saiba quem é o escolhido pelo governo
A indicação foi comunicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) após mudanças que envolveram a renúncia do presidente do colegiado
Quem é a Reag Investimentos, a maior gestora independente do Brasil e que agora está na mira da Receita Federal
Fundada em 2013 por João Carlos Mansur, a Reag se tornou a oitava maior gestora de recursos do Brasil — mas hoje ganha os holofotes por conta de uma operação da Receita contra o crime organizado
Conselho de administração da Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações para deixar de ser negociada como penny stock
Na esteira do anúncio, a operadora também informou que adiou novamente a divulgação dos resultados do segundo trimestre deste ano
Corra de Magazine Luiza (MGLU3) e de Casas Bahia (BHIA3): por que esse banco cortou o preço-alvo e diz que é para vender as ações
No caso do Magalu, o preço-alvo caiu de R$ 6,20 para R$ 5,50. Para Casas Bahia, a baixa foi de R$ 3 para R$ 2,50.
Nvidia (NVDC34) supera previsão de lucro e receita, mas mercado torce o nariz para esse resultado. A culpa é de Trump?
A gigante de chips está no centro da corrida pela inteligência artificial entre EUA e China; saiba o que pesou para as ações da empresa caírem 5% após da divulgação do balanço nesta quarta-feira (27)