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Durante evento do BTG Pactual, Stelleo Tolda, CEO do Mercado Livre, ressaltou a diferença entre o “metaverso da Faria Lima e do Brasilzão”
A empolgação com o metaverso parece não ter encantado o CEO do Mercado Livre, Stelleo Tolda, pelo menos por enquanto. Durante o CEO Conference 2022, evento promovido pelo BTG Pactual, Tolda se disse atento às tendências trazidas pelo metaverso, mas fez ponderações.
“É legal falar de metaverso, mas tem o metaverso da Faria Lima e do Brasilzão”, afirmou Tolda durante painel dividido com Tiago Dalvi, CEO e fundador do Olist.
Segundo o executivo, a arquitetura do Mercado Livre sempre acompanhou as evoluções tecnológicas e precisou fazer diversas transformações para chegar ao posto atual de liderança do e-commerce no Brasil. Mas, ao que tudo indica, o investimento no metaverso deve esperar.
“O Brasilzão precisa de 5G. Hoje, o dispositivo para acessar a realidade aumentada custa US$ 2 mil [pouco mais de R$ 10 mil, no câmbio atual] nos EUA. Quando isso vai ser possível para o metaverso do Brasilzão? Então vamos com calma para primeiro falar da nossa realidade, que vai além da Faria Lima”, disse o CEO do Mercado Livre.
Visto com níveis praticamente equivalentes de ceticismo e empolgação, o metaverso tem impulsionado investimentos de empresas de diversos setores. No caso do varejo, a gigante Walmart já revelou planos de criar sua própria criptomoeda e coleção de tokens não fungíveis (NFTs).
“Olhando para frente, temos que acompanhar. Talvez os óculos de US$ 2 mil passem a custar US$ 100 daqui a alguns anos. E, parcelado em 24 vezes, talvez o Brasilzão consiga ter acesso”, brincou Tolda.
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