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Mesmo com a venda, a Itaúsa continua com a prerrogativa de indicar membros ao conselho de administração e ao comitê de auditoria da XP
O acionista da Itaúsa (ITSA4) já deve estar acostumado, a essa altura, com a empresa periodicamente reduzindo sua participação na XP.
Nesta terça-feira (4), a companhia anunciou, pela terceira vez neste ano, que se desfez de 6,5 milhões de ações Classe A da XP.
A fatia corresponde a 1,17% do capital da gigante de investimentos e deixou a Itaúsa com 9,17% do capital social da XP e 3,27% de seu capital votante.
Mesmo com a venda dessa nova fatia, a Itaúsa continua com a prerrogativa de indicar membros ao conselho de administração e ao comitê de auditoria da XP.
Em dinheiro, a venda somou R$ 660 milhões, o que vai gerar um impacto líquido positivo de aproximadamente R$ 300 milhões nos resultados da Itaúsa do quarto trimestre deste ano, de acordo com a companhia.
A venda não provocou surpresa e por volta das 11h10 a ação da Itaúsa operava estável, a R$ 10,42. Já os papéis da XP, listados em Nova York, subiam 1,04%, a US$ 20,95.
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O desinvestimento progressivo da Itaúsa na XP se deve ao fato de que a corretora não é considerada um investimento estratégico dentro da holding.
Ao longo de 2022, foram feitas outras duas vendas, uma em março e outra em julho. Em março, a Itaúsa vendeu 12 milhões de ações da XP por aproximadamente R$ 1,8 bilhão e avisou que poderia vender mais 24 milhões em 2022.
Já em julho, a Itaúsa anunciou a venda de outras 7 milhões de ações da XP, por cerca de R$ 665 milhões.
Contando com o anúncio desta terça-feira (4), o desinvestimento da Itaúsa na XP neste ano soma 25,5 milhões de ações. Considerando o comunicado de março, ainda haveria espaço para a venda de mais 10,5 milhões de ações da XP em 2022.
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