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Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

Revisão

Itaú BBA vê ações do BTG Pactual (BPAC11) ‘caras demais’ e corta recomendação

Analistas do banco também revisaram projeções de lucro e preço-alvo dos papéis do BTG Pactual (BPAC11) de R$ 34 para R$ 31

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
21 de setembro de 2022
12:07
Recepção do escritório do BTG Pactual
BTG Pactual - Imagem: Divulgação - BTG Pactual

Por melhor que seja um ativo, se ele ficar caro demais é melhor pensar duas vezes antes de incluir na carteira. E foi pensando nisso que o Itaú BBA rebaixou a recomendação das ações do BTG Pactual (BPAC11) de compra para "em linha com o mercado". Em relatório, os analistas elogiam o desempenho do banco, mas justificam a mudança pelo atual nível de preço do ativo.

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O preço-alvo para o fim de 2023 passou de R$ 34 para R$ 31 — potencial de alta de 13,6% se considerado o fechamento de ontem, a R$ 27,27.

Nos cálculos do Itaú BBA, os papéis são negociados com um múltiplo preço/lucro de 12 vezes para 2023, enquanto a média dos bancos é de 6,5x — o que implica um prêmio relativamente maior para o BTG.

A equipe também demonstra preocupação com o ROE — Retorno sobre Patrimônio Líquido, que mede o retorno total em lucro líquido gerado em relação ao patrimônio líquido — do BTG.

Além disso, os analistas apontam para o fato de que o crescimento recente do BTG foi mais dependente de capital, enquanto a expansão de 12% prevista para o ano que vem se dará em um contexto de uma série de desafios.

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Entre eles, a deterioração do crédito, uma vez que houve um crescimento agressivo da carteira do banco (36% a/a), especialmente na comparação com seus pares.

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A diluição da fatia do BTG no banco Pan também está entre os motivos listados para preocupação, já que adicionam mais crédito a essa conta.

Entre os pontos favoráveis para o BTG Pactual estão os avanços em gestão de ativos e wealth manegement.

Os analistas do Itaú BBA ainda aproveitaram para revisar as projeções de lucro líquido do BTG, que passou de R$ 6,2 bilhões neste ano para R$ 8 bilhões. O resultado deve ser impulsionado pelas áreas de Sales & Trading e pelo impacto da alta da Selic.

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Para 2023, a equipe reduziu a previsão de lucro líquido para R$ 8,9 bilhões, comentando que a "eficiência [do BTG] não tem sido uma fonte de surpresa", mas os ganhos do banco devem cair conforme a taxa básica de juros cair. Aqui também pesam as preocupações com a área de crédito.

"Continuamos a gostar da história no longo prazo, mas vemos um risco equilibrado versus a recompensa nos atuais níveis de negociação. Se o humor do mercado mudar para melhor por meio das taxas de juros globais, haverá espaço para reavalizações no setor. Caso as coisas mudem para pior, o BTG ainda tem um prêmio alto em relação aos grandes bancos", diz o relatório.

Desempenho das ações do BTG Pactual (BPAC11)

No pregão desta quarta-feira (21) as ações do BTG Pactual estão entre as maiores quedas do Ibovespa. Às 11h10, o papel caía 4,22%, cotado a R$ 26,12.

Além da mudança feita pelo Itaú BBA, o ativo também passa por uma correção depois de ter subido 2,52% no pregão anterior.

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Nesta semana, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, também informou que o BTG deseja comprar o banco Alfa.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, das nove recomendação para BPAC11, sete são de compra e duas de manutenção.

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