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A associação apresentou um recurso contra a decisão que aprovou a venda do negócio de telefonia móvel da empresa para as rivais Claro, Vivo e Tim
Cada vez que a Oi (OIBR3) remove uma pedra no caminho para a venda da Oi Móvel para Claro, a Vivo e a Tim, surgem outras no lugar.
O empecilho da vez é um recurso apresentado pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) contra o sinal verde do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a operação.
A Telcomp — cuja lista de associadas inclui Algar e Copel Telecom, duas empresas que também já recorreram da decisão — alega que o Acordo em Controle de Concentração (ACC) a que teve acesso traz medidas diferentes das negociadas pelas empresas com o Cade.
Os termos do acordo ainda não estão disponíveis para o público, mas, segundo a associação, não são aqueles impostos pela conselheira-relatora, Lenisa Rodrigues Prado, durante a sessão de julgamento.
“A partir da disponibilização do ACC, foi possível verificar, além de sua potencial incapacidade para mitigar todas as sérias e reconhecidas preocupações concorrenciais, um verdadeiro descompasso entre o voto-condutor e a certidão de julgamento”, aponta o recurso enviado ao órgão.
Vale lembrar que a aprovação da venda da Oi Móvel para as rivais foi condicionada a aplicação de remédios capazes de mitigar riscos à concorrência. Entre outros itens, as empresas se comprometeram a alugar parte do espectro da Oi e vender metade das antenas e equipamentos.
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De acordo com a Telcom, as condições também incluíam regras de precificação de determinadas ofertas de serviços no atacado que não estão no texto final do acordo.
Enquanto esse e outros recursos não são analisados pelo tribunal do Cade, a Oi dá andamento às próximas etapas necessárias para a venda do seu negócio de telefonia móvel.
A companhia concluiu no final de fevereiro a implementação e efetivação da incorporação da Oi Móvel. O procedimento foi aprovado em assembleia de acionistas em janeiro, mas dependia do aval dos reguladores para ir adiante.
O empecilho legal também não atrapalhou o desempenho das ações nesta quinta-feira (3). Os papéis OIBR3 saltaram 7,23%, cotados em R$ 0,89, enquanto as ações preferenciais OIBR4 subiram 4,38%, a R$ 1,43.
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