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INCORPORAÇÃO EFETIVADA

Oi (OIBR3) dá mais um passo para a venda do negócio de telefonia móvel para rivais após aval do Cade

Com o cumprimento das condições precedentes, a incorporação da Oi Móvel pela companhia é implementada

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22 de fevereiro de 2022
12:57 - atualizado às 8:22
Fachada de loja da Oi (OIBR3), com o logo da empresa em amarelo sobre uma marquise verde
Fachada de loja da Oi - Imagem: Divulgação

A Oi (OIBR3) finalmente pode dar mais um passo para a venda do seu negócio de telefonia móvel para as rivais depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu o aval para a operação.

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A venda da Oi Móvel para a Claro, Vivo e TIM foi fechada em dezembro de 2020 por R$ 16,5 bilhões, mas a aprovação pelas autoridades regulatórias demorou a chegar.

A companhia em recuperação judicial informou na manhã desta terça-feira (22) que a incorporação da Oi Móvel pela empresa foi implementada e efetivada.

A incorporação foi aprovada em assembleia de acionistas em janeiro, mas dependia do aval dos reguladores para ir adiante.

A divisão da Oi Móvel entre as rivais levará a uma nova configuração do mercado brasileiro, com a Vivo passando de uma participação de 33% para 37%; TIM, de 23% para 32%; e Claro, de 26% para 29%.

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Apesar da aprovação (apertada) da venda do negócio de telefonia celular e da perspectiva da entrada de recursos no caixa da companhia, as ações da Oi (OIBR3) acabaram não reagindo.

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No pregão de hoje, por volta das 12h55, os papéis eram negociados em alta de 1,24%, cotados a R$ 0,82, acumulando queda de 59,41% nos últimos 12 meses. 

Aprovação do negócio

A operação já tinha sido aprovada pelos acionistas da Oi durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) no final de janeiro, com condições como a anuência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de debenturistas.

Alguns dias depois da assembleia, a incorporação recebeu a anuência prévia da Anatel. Assim que as condições precedentes foram verificadas, o negócio pode ser efetivado.

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Processo de reestruturação da Oi

De acordo com a Oi, a operação faz parte do seu plano de reestruturação organizacional das unidades de negócios e constitui uma das etapas do processo.

A companhia destacou que a incorporação tem como objetivo “potencializar sinergias e incrementar os resultados”.

Vale lembrar que o negócio não gera um aumento do patrimônio líquido da empresa, uma vez que o balanço financeiro da Oi já considera o R$ 1,07 bilhão da Oi Móvel. 

Aliás, falando em ações da Bolsa, vale destacar que o Seu Dinheiro fez uma entrevista exclusiva com o Edward Cole, diretor executivo de investimentos discricionários na Man GLG, parte do Man Group, maior gestora de fundos de hedge da Europa, que alertou que a entrada de capital estrangeiro na B3 - que tem feito o Ibovespa - subir 8% em 2022, não é sustentável.

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