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Cosan (CSAN3) vai desembolsar R$ 17 bilhões pelas ações ordinárias da Vale (VALE3); papel do conglomerado já cai 6,58%
A notícia saiu ainda durante o pregão e já movimenta os investidores — a Cosan (CSAN3) informou ter comprado 4,9% da Vale (VALE3). O negócio é avaliado em R$ 17 bilhões, de acordo com o fechamento de quinta-feira (6), e foi feito por uma subsidiária.
A transação para a compra das ações ordinárias foi feita a partir de linhas de crédito e também derivativos. Num primeiro momento, foram compradas 1,5% das ações da Vale e, depois, outros 3,4% via opções.
E a Cosan não pretende parar por aí: ela ainda pretende aumentar essa participação em pelo menos 1,6% no futuro ao exercer direitos econômicos. Porém, isso depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo a companhia, a ideia é diversificar seus "investimentos em ativos irreplicáveis" e aproveitar a vantagem competitiva do Brasil no setor de mineração.
Esse não é o primeiro movimento da Cosan (CSAN3) no setor de minério. No fim do ano passado, a companhia anunciou um acordo com a chinesa CCCC para adquirir o TUP São Luís, empresa detentora de um terminal de uso privado localizado em São Luís (MA).
O negócio ajuda a Cosan em seus planos de produzir minério de ferro a partir de uma joint venture, algo que deve acontecer a partir de 2025.
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Tudo isso complementa o portfólio da Cosan, que também inclui atividades nos setores de crédito de carbono (a partir da Raízen (RAIZ4) e da Radar), óleo e gás (com Raízen e Comgás (CGAS5)), energias renováveis (também a Raízen) e commodities agrícolas (com a Rumo (RAIL3)).
Pouco após o anúncio da compra da fatia na Vale, os papéis da Cosan (CSAN3) começaram a cair. Às 15h30, as ações caíam 6,58%, cotadas a R$ 17,04.

Já Vale (VALE3) sentia menos o impacto da notícia, com leve alta de 0,54%, cotada a R$ 75,96.
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