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Ações da Oi seguiam em disparada antes do pedido de vista; Anatel voltará a discutir a venda em 10 de fevereiro
A Oi (OIBR3) parecia prestes a atravessar com sucesso um dos últimos obstáculos a seu prolongado processo de recuperação, mas havia (mais) uma pedra no meio do caminho. No caso, um pedido de vista.
O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) reuniu-se hoje para analisar a venda da Oi Móvel para a Claro, a TIM e a Vivo.
Entretanto, depois de o presidente do conselho, Emmanoel Campelo de Souza Pereira, ter sugerido a aprovação do negócio, ainda que com algumas restrições, o conselheiro Vicente Bandeira de Aquino Neto pediu vista do processo.
Com o pedido de vista, a expectativa é de que a venda volte a ser debatida pelo Conselho Diretor da Anatel em reunião convocada para 10 de fevereiro.
A Oi encontra-se atualmente diante dos últimos obstáculos à venda de seu negócio de telefonia celular para suas rivais.
Em um leilão realizado no fim de 2020, Claro, TIM e Vivo arremataram a Oi Móvel por R$ 16,5 bilhões. O negócio, entretanto, precisa da aprovação pelos órgãos reguladores.
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Ontem, os acionistas da operadora aprovaram em assembleia a incorporação da Oi Móvel, etapa prevista dentro do processo de venda da unidade.
Além da Anatel, a venda também precisa do aval do Cade. O órgão de defesa da concorrência tem até fevereiro para se manifestar sobre o caso.
A conclusão da venda tanto da unidade móvel como da participação na divisão de fibra ótica é tida como fundamental no processo de recuperação judicial da Oi, que se arrasta desde 2016.
Nas últimas semanas, o otimismo em relação à aprovação do negócio levou a uma arrancada das ações da Oi na bolsa. Nos dez pregões anteriores ao de hoje, OIBR3 subiu 46,3%.
Na sessão de hoje, a ação abriu em forte alta. Logo depois do anúncio do pedido de vista, porém, OIBR3 mudou radicalmente de curso e passou a operar em queda. Por volta das 14h45, a ação caía cerca de 5%.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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