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A recompra de ações costuma ocorrer quando uma empresa acredita no potencial de valorização daqueles papéis, mas percebe que eles estão descontados no mercado
O dia começou agitado para os investidores da Cogna (COGN3), que precisarão digerir duas notícias importantes nesta sexta-feira (11). A companhia anunciou a recompra de 5,48% das ações e a saída de Rodrigo Galindo após mais de uma década como CEO do grupo de educação.
Na dança das cadeiras promovida pela Cogna, Galindo assume a presidência do conselho de administração da companhia e Nicolau Ferreira Chacur foi eleito para a vice-presidência do colegiado.
Quem assumirá o cargo de CEO da Cogna é Roberto Valério, atualmente presidente da Kroton, unidade de negócios que engloba todas as operações de ensino superior (presencial e EAD) e responsável por 70% da receita da companhia.
A mudança, entretanto, não é exatamente uma novidade, tendo em vista que Galindo já havia manifestado interesse na atuação de campos mais estratégicos da Cogna desde 2018.
O anúncio de ambas foi feito após o fechamento do mercado, em comunicado enviado à CVM. Com isso, a empresa de educação também deve ser destaque no pregão de hoje da B3.
Na última reunião do conselho de administração, a empresa também aprovou a recompra de até 102.880.658 de ações ordinárias em circulação, o que representa 5,482% do total negociado na B3.
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A recompra de ações ocorre quando uma empresa acredita no potencial de valorização daqueles papéis, mas percebe que eles estão descontados no mercado. Dessa forma, a companhia pode obter lucro na operação de compra e venda.
No caso específico da Cogna, o anúncio da recompra pode contribuir para atenuar um eventual impacto da saída de Rodrigo Galindo do comando da empresa.
Os papéis COGN3 encerraram o pregão da última quinta-feira (11) em queda de 0,41%, cotados a R$ 2,42. A empresa vem sendo duramente castigada na bolsa e acumula uma perda da ordem de 80% nos últimos cinco anos.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
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