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Banco melhorou a avaliação da operadora da bolsa brasileira, que antes tinha indicação de neutra. Preço-alvo também subiu, passando para R$ 18.

A B3 parece ter dado a volta por cima. O Santander melhorou a avaliação da operadora da bolsa brasileira, com nova recomendação e aumento do preço-alvo para as ações B3SA3.
A indicação do banco passou de neutra para compra com preço-alvo de R$ 18 para os papéis da B3 — o que representa um potencial de valorização de 30% em relação ao fechamento de quinta-feira (13).
Por volta de 14h, as ações B3SA3 operavam em alta de 0,14%, cotadas a R$ 13,92.
Três fatores serviram de pilares da mudança, segundo o Santander:
De acordo com o banco, até agora, os volumes de ações de outubro parecem estar se recuperando em ritmo acelerado, e o mercado de ações brasileiro parece estar ganhando atenção entre os investidores internacionais.
Não foram só esses três fatores que levaram o Santander a rever a avaliação da B3 para melhor.
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De acordo com o banco, a operadora da bolsa brasileira está atualmente sendo negociada a 16,7 vezes o preço/lucro (PE) ajustado para 2023.
Com o preço-alvo de R$ 18, o Santander vê a B3 sendo negociada a 21,6x PE ajustado para o mesmo ano, em linha com a média dos pares globais.
Além disso, o banco destaca que o desconto múltiplo de PE atual está em cerca 20%, significativamente abaixo da faixa de desconto de 30% a 40% nos últimos anos.
Após analisar os dados operacionais de julho a setembro de 2022, o Santander projeta um aumento de 2% na receita líquida da B3 em base trimestral, impulsionado por maiores volumes e preços de FICC (renda fixa, câmbio e commodities), apesar dos menores volumes de ADTV de ações.
O banco também espera que o lucro líquido ajustado da B3 some R$ 1,095 bilhão entre julho a setembro deste ano, uma queda de 10% em base trimestral e uma baixa de 15% em termos anuais.
O Santander também espera mais despesas operacionais no terceiro trimestre, principalmente devido ao aumento dos gastos com pessoal por aumento anual dos salários.
Além disso, o banco projeta despesas financeiras maiores entre julho e setembro por conta da gestão de passivos — a B3 pagou antecipadamente uma das debêntures anteriores em julho de 2022.
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