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Casas Bahia retirou provocação do ar e declarou-se solidária com os problemas enfrentados pelo setor, o que inclui invasões por hackers
O estagiário não descansa nunca. A Casas Bahia, controlada pela Via (VIIA3), fez piada com a situação da concorrente Americanas (AMER3), que está com suas plataformas de comércio eletrônico fora do ar desde domingo.
Em seu aplicativo, a Casas Bahia decidiu anunciar uma promoção com a frase "Caiu aí?". A mensagem ficou algum tempo no ar antes de ser retirada, acompanhada de um pedido de desculpas.
Os clientes que possuem o aplicativo da empresa em seus celulares receberam uma notificação às 17h20 com o seguinte conteúdo: "Aqui a queda é só nos preços! MI-LHA-RES de produtos com até R$ 2.000 OFF + 10x sem juros."
A mensagem terminava com a hashtag #RindoComRespeito.
As ações da Lojas Americanas (AMER3) fecharam ontem em queda de 6,6% depois de a empresa ter retirado do ar seu sistema de comércio eletrônico em resposta a uma aparente invasão de seus servidores. O papel destacou-se entre as maiores quedas do Ibovespa na segunda-feira.
O episódio interrompe um momento de recuperação para as ações da Lojas Americanas. Do início do ano até a sessão de sexta-feira, AMER3 acumulava alta de 9,3%.
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O problema foi detectado no sábado e o acesso ao site foi interrompido voluntariamente pela empresa na madrugada de ontem. Os domínios www.americanas.com.br e www.submarino.com.br voltaram ao ar, mas com uma mensagem informando que seus sistemas seguem inoperantes enquanto a empresa empenha-se em restabelecê-los de forma segura.
Em comunicado, a empresa informou ter suspendido “proativamente” suas operações online e acionado seus protocolos de resposta à aparente invasão assim que a identificou.
“A companhia atua com recursos técnicos e especialistas para avaliar a extensão do evento e normalizar com segurança o ambiente de e-commerce o mais rápido possível”, diz a nota.
A queda dos sites afeta não apenas a Americanas e o Submarino, mas toda uma rede de lojistas que recorrem a seus marketplaces para vender seus produtos.
A Americanas não divulgou até o momento nenhuma previsão para a retomada de suas operações de e-commerce.
O episódio não afetou as lojas físicas da varejista, que continuam funcionando normalmente.
Se confirmada a invasão do sistema por hackers, a Lojas Americanas será apenas a mais recente vítima de uma série de ataques aos servidores de empresas listadas em bolsa.
No ano passado, Porto Seguro, CVC, Lojas Renner e JBS figuraram entre os alvos desse tipo de invasão.
Para Jaime Troiano, presidente da TroianoBranding, a bandeira Via brinca com uma situação grave e que ela mesma está exposta no futuro.
"A mensagem pode ser bem humorada - mas destrutiva e agressiva contra um concorrente, não", afirma Troiano. "Todo mundo está sujeito a esse tipo de problema digital. E não se pode tripudiar do concorrente. É um nível de civilidade que precisa."
Em nota, a Via afirmou: "A companhia e suas marcas são solidárias e atentas com os temas do setor. O push em questão, inapropriado, não reflete a posição da empresa. Pedimos desculpas pelo erro, que foi corrigido assim que detectado e impactou uma base ínfima de 0,001% de usuários do aplicativo da marca."
Aliás, falando em ações da Bolsa, vale destacar que o Seu Dinheiro fez uma entrevista exclusiva com o Edward Cole, diretor executivo de investimentos discricionários na Man GLG, parte do Man Group, maior gestora de fundos de hedge da Europa, que alertou que a entrada de capital estrangeiro na B3 - que tem feito o Ibovespa - subir 8% em 2022, não é sustentável.
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*Com informações do Estadão Conteúdo.
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