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O Ibovespa rompeu a barreira dos 100 mil pontos 8 vezes desde junho, sem sair do lugar, e os investidores estão perdendo dinheiro com tantos pregões que não levam a lugar nenhum
Entre mamatas do Fed e ressacas pós Fed, a única certeza para o momento é que o volume de negociação das Bolsas mundiais está em mínimas históricas.
Tanto lá fora quanto aqui, emergem sintomas de uma crise hídrica nos pregões.
Diante da ausência de compradores marginais, como saber se os vendedores crônicos já conseguiram desovar suas posições, ou se estão apenas paralisados pela falta de liquidez?
Isso, por si só, é um grande motivo para preocupação, caso o cenário macro ou político venha a piorar.
Se o mercado é mesmo um cinema lotado, a saída de incêndio parece particularmente diminuta.
Enquanto o Fed tenta apagar suas bitucas nas cadeiras estofadas do antigo Cine Copan, somos obrigados a conviver com falsos sinais, dia após dia.
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Pois a iliquidez contamina a verdade, e os preços passam a ser termômetros imprecisos das verdadeiras intenções de compra e venda.
Temos altas e baixas passíveis de interpretações elaboradas, mas a verdade é que o Ibovespa rompeu – para baixo ou para cima – a barreira dos 100 mil pontos por 8 vezes desde meados de junho, sem sair do lugar.
A maioria dos investidores está perdendo tempo e dinheiro com tantos pregões que não levam a lugar nenhum.
Se até mesmo os robozinhos de HFT desligam antes e depois do Fed, por que não podemos nós, humanos, desligar também por apenas um momento, até que as coisas se definam de uma vez, e volte a chover?
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