A estratégia do Grupo Boticário, a recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3), a inovação do Open Energy e o que mais mexe com os mercados hoje
Como o grupo de beleza inovou para acelerar seus lançamentos, e como a varejista precisará renegociar — de novo — as suas dívidas bilionárias

O mundo está girando cada vez mais rápido. Novas tendências e tecnologias afetam diretamente o gosto do consumidor, que está sempre em busca de novidades.
As redes sociais também aceleram esse processo e as empresas têm apenas poucos segundos para cativar a atenção, antes que a pessoa decida rolar para o próximo vídeo e se esqueça totalmente daquela marca.
No universo da moda e da beleza, diversos estilos vão se sobrepondo. Passamos por Clean Girl, Messy Girl, Cutie Girl, maquiagem minimalista, maximalista, inspirada nos anos 80, 90 ou 2000. Todos esses estilos, em constante mudança, exigem um tempo de reação recorde das companhias.
Esse foi o desafio que o Grupo Boticário decidiu enfrentar. Com inteligência artificial e diversos centros de pesquisa proprietários, a empresa acelerou o lançamento de novos produtos.
O grupo criou coleções em parceria com franquias como Friends e Harry Potter e ampliou (e muito!) os pontos de contato com seus consumidores.
Eu conversei com o CEO do grupo de beleza e maquiagem e explico tudo sobre essa estratégia nesta matéria aqui.
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A energia aberta
Open banking, open finance, open data: novos sistemas, permissões e tecnologias integram os dados e contas dos usuários para melhorar a análise de crédito, busca por tarifas mais baixas e a portabilidade.
Centrados nos usuários, que escolhem quais informações querem compartilhar e com quem, esses sistemas são regulamentados pelo Banco Central. Envolvem fintechs, seguradoras, bancos, empresas de crédito, entre outros.
Agora, chegou a vez da energia. Consumidores conectados em alta tensão podem escolher de qual comercializadora comprar energia desde janeiro de 2024.
Os usuários residenciais, no entanto, ainda não têm essa opção. Veja o que falta nesta matéria aqui.
Esquenta dos mercados
Embora a temporada de balanços esteja na reta final, os resultados seguem agitando os mercados locais. Os brasileiros acordaram na manhã desta segunda-feira com um pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia.
A medida vem na esteira da divulgação dos números da varejista no 2T26. A companhia registrou um prejuízo recorde de R$ 10,12 bilhões.
A agenda econômica local também não dá trégua. Ainda hoje, os investidores acompanham a publicação do IBC-Br, considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, do IGP-10 e do Boletim Focus.
O dia conta ainda com a 27ª Conferência Anual Santander, no Grand Hyatt Hotel. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participarão do evento.
Além disso, as eleições entram com mais força no radar dos brasileiros. Começou ontem o período de campanha eleitoral, e os principais candidatos à presidência foram às ruas. Nesta manhã, também foi divulgada a pesquisa eleitoral do BTG Pactual/Nexus.
Enquanto o noticiário brasileiro pega fogo, os participantes dos mercados estrangeiros acompanham o impasse entre EUA e Irã. O prazo estabelecido no acordo de cessar-fogo para os países chegarem a uma resolução do conflito acaba hoje.
Com isso, os preços do petróleo voltam a subir nesta manhã. Já as bolsas asiáticas fecharam o pregão em alta. Por lá, o destaque do dia ficou por conta do Japão, que divulgou dados de crescimento da economia.
As bolsas europeias amanhecem sem uma direção única. Em Wall Street, o clima é semelhante, com os índices futuros de Nova York caminhando em sentidos opostos.
A agenda econômica internacional conta ainda com a publicação da ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, que será divulgada na quinta-feira (20).
Outros destaques do Seu Dinheiro
ONDE INVESTIR
O dinheiro do Tesouro IPCA+ 2026 caiu na conta? Estrategista do BTG indica onde reinvestir essa bolada. Para Álvaro Frasson, o momento é menos sobre encontrar um substituto para o título público que venceu e mais sobre diversificar a carteira de renda fixa.
ANOTE NO CALENDÁRIO
Agenda econômica tem prévia do PIB, reunião do CMN e ata do Fed; confira os indicadores que mexem com o mercado nesta semana. Os dados podem ajudar o mercado a calibrar as apostas para os próximos passos da política monetária brasileira e norte-americana.
GUIA DO ELEITOR
A campanha eleitoral começou: veja as regras, o que esperar até as eleições e a estreia dos candidatos nas ruas. Além do início da campanha, os debates eleitorais estão prestes a começar. O primeiro confronto entre os presidenciáveis será realizado no próximo domingo (23).
PESSIMISMO NO MERCADO
Mais um balde de água fria: consultoria gringa recomenda fugir das ações brasileiras — e a culpa é do governo Lula. Segundo a BCA Research, o melhor a se fazer é evitar os ativos brasileiros em meio a um cenário economicamente conturbado e sem expectativa de melhora no curto prazo.
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