A corrida com obstáculos da Direcional (DIRR3) e Espaçolaser (ESPA3), a bolada do Tesouro IPCA+ e o que mais move o mercado hoje
Empresas enfrentam uma corrida cheia de desafios durante o ano de 2026; confira entrevistas com CEOs e CFOs de grandes companhias e entenda o que afeta os resultados e quais as estratégias para continuar crescendo

A corrida de 3 mil metros com obstáculos está presente nas Olimpíadas desde a edição de 1900, em Paris. A categoria feminina, no entanto, foi introduzida apenas em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim.
Em uma volta na pista de atletismo, há quatro barreiras — com 91,4 cm de altura para os homens e 76,2 cm para as mulheres — e um fosso de água de 3,6 metros de comprimento e até 73 cm de profundidade. Como os atletas passam pela pista sete vezes, ao todo são 28 obstáculos e sete passagens pelo fosso.
É preciso ter uma mistura alta de velocidade, força, técnica de salto e resistência física.
Embora as provas com barreiras remontem à Grécia Antiga, a inspiração para a criação da versão com fossos vem do interior da Inglaterra, no século 19. Estudantes da Universidade de Oxford disputavam uma corrida de cross-country, em que os competidores precisavam ultrapassar cercas e riachos.
Para muitas empresas, o cenário macroeconômico guarda muitas semelhanças com essas competições. A Selic alta há um tempo considerável, endividamento das empresas e da população, aversão a risco na bolsa de valores e a guerra no Oriente Médio têm dificultado o crescimento e investimento das companhias brasileiras.
É o que estamos observando com os resultados corporativos deste segundo trimestre. E olha que as empresas estão apenas na segunda volta, de um total de quatro para fechar o ano.
Leia Também
Na newsletter de hoje, trago três entrevistas com CEOs que detalham como passaram por sufocos nessa temporada.
A repórter Camille Lima conversou com Magali Leite, CEO da Espaçolaser (ESPA3), sobre a estratégia para contornar a "Selic bizarra" e alocar o capital da melhor forma possível. Você pode conferir a matéria completa aqui.
Ricardo Gontijo, CEO da Direcional (DIRR3), revelou à repórter Bia Azevedo o segredo para manter a consistência nos resultados mesmo em períodos mais desafiadores.
E eu falei com o CEO e a CFO da Eternit (ETER3), Rodrigo Angelo Inácio e Carisa Portela Cristal, sobre a nova empreitada da empresa conhecida por suas telhas, mas que ainda sofre com a operação de mineração de amianto crisotila. Confira a entrevista aqui.
Aproveite a leitura!
R$ 12 bilhões no bolso do investidor
Se você tivesse investido R$ 1.000 em um título do Tesouro IPCA+ 2026, sabe quanto teria hoje? Pode se animar, porque o dinheiro mais que triplicou de valor, já descontando o imposto de renda.
Na segunda-feira (17), o Tesouro irá pagar mais de R$ 12 bilhões aos investidores detentores desses papéis.*
Mas, se você já não tem um uso destinado para esse dinheiro, a repórter Monique Lima conta quais os melhores investimentos disponíveis hoje na renda fixa para reinvestir essa bolada e, quem sabe, ganhar ainda mais daqui a dez anos. Confira aqui.
Esquenta dos mercados
A Agência Internacional de Energia (AIE) projetou, em relatório divulgado hoje (12), que a crise no Oriente Médio fará o consumo mundial de petróleo recuar 1,6 milhão de bpd em 2026. Após a divulgação, os preços da commodity registram ganhos nesta manhã.
Já as bolsas asiáticas fecharam o pregão majoritariamente em alta, novamente impulsionadas por ações de semicondutores.
Na Europa, o clima é de cautela. Por lá, os mercados iniciam o dia sem uma direção única, reagindo ao impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Wall Street, por outro lado, amanhece no azul, com os índices futuros de Nova York indicando um dia de ganhos. Os investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA.
No Brasil, o destaque segue sendo a temporada de balanços do 2T26. Hoje, os participantes dos mercados locais aguardam as divulgações dos números de grandes empresas da bolsa brasileira, como Banco do Brasil, MRV, Equatorial, Sabesp e outras.
Outros destaques do Seu Dinheiro
NÃO TEM MAIS GÁS?
JP Morgan rebaixa recomendação de ativos brasileiros para neutro e vê Ibovespa aos 185 mil pontos no fim do ano. Banco norte-americano cita fim do ciclo de cortes de juros, desaceleração econômica e riscos eleitorais que elevam a volatilidade.
APETITE MAIOR?
BTG (BPAC11) acelera no crédito ao consumidor, mas não quer virar banco de varejo, diz CFO. Crédito para pessoa física acelerou no 2T26, mas Renato Cohn diz que a vertical não será dominante como nos bancos incumbentes.
EXPANSÃO LOGÍSTICA
Guarulhos é a nova Cajamar? Corrida do e-commerce redesenha mapa dos galpões logísticos para além do Sudeste — mas ainda há entraves. Embora o estado de São Paulo ainda represente 46% de toda a absorção líquida, Santa Catarina e Pernambuco vêm ganhando espaço, mostra o levantamento da Newmark.
GESTÃO EQUILIBRADA
Misturar dinheiro da empresa com o pessoal pode levar o negócio à falência — veja como separar as contas. Usar o caixa da empresa para pagar escola dos filhos, abastecer o carro ou fazer compras do dia a dia parece inofensivo, mas pode esconder um problema sério.
*Matéria atualizada para corrigir a data do pagamento do Tesouro IPCA+
AINDA TEM DESCONTO
Saudade do Tesouro IPCA+ 8%? Este investimento ainda oferece até IPCA+ 14% — com isenção de imposto de renda
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