As oportunidades no Tesouro IPCA+, os resultados de Petrobras (PETR3; PETR4), Bradesco (BBDC4) e Inter (INTR) e o que mais move o mercado hoje
Entenda como enxergar as chances de retorno mesmo em um cenário atribulado na renda fixa, em ações da Petrobras e de bancos

Há oportunidades mesmo em cenários difíceis. Apesar do pequeno corte da Selic anunciado pelo Banco Central ontem (5), de 0,25 ponto porcentual, a Selic continua alta, em 14% ao ano.
Essa taxa restritiva afeta profundamente as empresas mais alavancadas, reduz investimentos em expansão e limita o consumo das famílias, que também sofrem com o endividamento. Com isso, a bolsa de valores continua pressionada.
Mas, para quem está com capital para investir, a renda fixa passa por um bom momento. Os rendimentos continuam altos, com um dos maiores juros reais, acima da inflação, no mundo.
E não são só ativos atrelados à Selic ou ao CDI que garantem bons retornos. Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação, o IPCA+, também estão com taxas recordes.
É possível travar um rendimento real 8% acima da inflação pelos próximos seis anos, ou acima de 7% para as próximas décadas. Entre as opções disponíveis, como escolher a mais adequada? A repórter Monique Lima conversou com gestores e explica como decidir qual é o melhor papel para o seu bolso nesta matéria aqui.
Os dividendos gordos da Petrobras
Continuando o tema de procurar boas oportunidades de retorno apesar das circunstâncias desafiadoras, a Petrobras é uma das companhias a se beneficiar do aumento dos preços do petróleo.
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O cenário macroeconômico sofreu com a guerra no Oriente Médio, com redução na oferta e alta no preço dos combustíveis, fertilizantes e outros produtos que dependem da commodity. O frete mais caro também afetou praticamente tudo que compramos.
O mundo sentiu o aumento da inflação, e bancos centrais foram obrigados a reverem suas políticas monetárias.
No entanto, esse preço mais alto impulsionou os resultados da Petrobras. Só que o ambiente externo não foi o único motor de crescimento no segundo trimestre do ano.
A repórter Bia Azevedo explica o que mais influenciou a petroleira, que pode ter um dos resultados mais fortes dos últimos anos, com espaço para dividendos robustos. Entenda nesta matéria aqui.
Entre rixas e falta de estratégia: conheça toda a verdade sobre os grandes conglomerados brasileiros
Natura, Azzas, Hapvida, GPA… companhias que tentaram crescer via aquisições nos tempos recentes falharam e tiveram que considerar voltar atrás. O que aconteceu?
Para responder essa pergunta, o Touros e Ursos entrevista nesta semana Bruno Rignel, CIO da gestora de ações Alphakey. No programa, Rignel fala sobre os desafios dessa estratégia. Confira o vídeo completo:
Esquenta dos mercados
A promessa de Donald Trump sobre um acordo entre EUA e Irã ainda não se cumpriu. Embora o conflito no Oriente Médio siga no radar, a falta de uma resolução dá espaço para as atenções se voltarem para a temporada de balanços do 2T26.
Nesta manhã (6), as bolsas europeias iniciam o pregão em alta, impulsionadas por resultados corporativos de empresas da região.
Já em Wall Street, os índices futuros de Nova York amanhecem sem uma direção única. Por lá, os investidores calibram as expectativas para novos balanços e para a divulgação da pesquisa semanal sobre pedidos de auxílio-desemprego.
Na Ásia, os principais índices vêm sendo pressionados por rodadas de venda de ações de fabricantes de semicondutores e de outras empresas associadas à inteligência artificial.
Em meio ao receio dos mercados, as bolsas da região fecharam o pregão de hoje majoritariamente em queda.
Por aqui, a temporada de balanços também é destaque, com os investidores digerindo os números de gigantes como o Bradesco, que registrou lucro de R$ 7 bilhões, e o Banco Inter, que apresentou resultado recorde.
Mas não para por aí. Os participantes dos mercados também reagem à decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros.
A agenda econômica de hoje conta ainda com dados da balança comercial do Brasil em julho e com a divulgação do balanço da Petrobras.
Outros destaques do Seu Dinheiro
EMPRESA FOCA EM MOLÉCULA "BLINDADA"
O mercado teme o fim do “efeito Ozempic” com guerra nos preços. Por que o CEO da RD Saúde (RADL3) não se preocupa tanto? CEO da RD Saúde detalha por que acredita que a guerra de preços da semaglutida não compromete a tese de crescimento dos medicamentos para obesidade e diabetes.
AÇÕES SALTAM 10% APÓS BALANÇO
Pão de Açúcar (PCAR3) quer enterrar de vez a herança maldita: CEO detalha plano para simplificar a empresa e voltar a crescer. Em recuperação extrajudicial, companhia afirma que os primeiros resultados da reestruturação já apareceram no balanço do 2T26.
ENTREVISTA
Luiza Trajano defende cotas para ampliar presença de mulheres na liderança das empresas: ‘processo transitório para acertar desigualdade’. Em entrevista ao Seu Dinheiro, a empresária contou que organizar o Summit Mulheres nas Profissões foi um dos momentos de maior fragilidade que viveu nos últimos anos.
ELE ESTÁ VENDIDO
O tsunami que pode arrastar o S&P 500, segundo Michael Burry. O megainvestidor, famoso por inspirar o filme “A grande aposta”, alerta que uma forte onda de vendas pode estar próxima de atingir a bolsa, nos moldes do que aconteceu em 1987.
RESULTADO
Riachuelo (RIAA3) bate recordes de lucro e margens; CFO explica a estratégia de crescer sem mágica. Resultados da Riachuelo mostram lucro recorde e margens elevadas com foco em produto certo, preço competitivo e fabricação ágil.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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