A nova estratégia destes multimercados, a queda de uma ação que pode ser oportunidade, e notícias sobre Vale, Santander e Raízen
A semana dos investidores termina com as atenções ainda voltadas para a temporada de balanços do segundo trimestre de 2026; confira os destaques desta sexta-feira (31)

Divide et impera. A estratégia de dividir o inimigo para conquistá-lo foi usada pelo imperador romano Júlio César, o macedônio Filipe II e até Napoleão, que usava a versão de Nicolau Maquiavel, divide ut regnes, ou dividir para reinar.
O uso se estende dos campos de batalhas a diferentes classes sociais ou políticas antagonistas. A ideia é que, se o inimigo estiver separado em grupos menores, é mais fácil atacar cada um dos seus pontos fracos.
Por outro lado, se o conquistador permitir que essas facções distintas se reúnam, elas serão mais capazes de exercer uma oposição forte.
Cada ponto a ser enfrentado exige uma tática; não há um único plano capaz de resolver todos os problemas.
O mesmo acontece com nossos investimentos. Por muito tempo, os fundos multimercados adotavam uma estratégia guarda-chuva, com a promessa de conseguirem enfrentar cenários adversos no câmbio, juros altos, inflação, e quedas na bolsa de valores.
Mas o investidor não está mais comprando essa tese. Por isso, o ASA Investments começou a mudar a maneira de estruturar esses fundos, separando-os em temas específicos, dividindo para conquistar.
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A repórter Camille Lima conversou com Leonardo Costa, economista da casa, e Felipe Balassiano, gestor de estratégias multimercados, e explica essa novidade nesta matéria aqui.
IA derrubou esta ação; é oportunidade?
Que a inteligência artificial está chacoalhando os mercados, nós já sabemos. Investimentos bilionários em centros de dados, IPOs trilionários, novos serviços e profissões que não existiam há alguns meses estão mudando a forma como nós trabalhamos e investimos.
Como em qualquer transformação, há coisas que ficarão para trás enquanto novas tomam o seu lugar. E é esse receio que tem derrubado algumas ações de empresas de tecnologia mais tradicionais.
Mas Ruy Hungria, colunista do Seu Dinheiro, diz que muitas vezes esse pânico pode trazer oportunidades. Basta saber para onde olhar. Segundo ele, uma ação que já caiu 40% pode estar com um preço de entrada atraente. Confira qual é nesta coluna aqui.
Títulos, ações e dólar: entenda como as entrelinhas do Copom mexem com a bolsa e com o seu dinheiro
Para além da definição da taxa básica de juros, a Selic, existe outro fator responsável por movimentar milhões no mercado financeiro: a comunicação do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom).
É a partir do comunicado divulgado pela autarquia que os agentes financeiros passam a precificar os rumos da política monetária brasileira no futuro.
Agora, você deve estar se perguntando: como isso afeta o meu bolso, direta e indiretamente? É isso que o Seu Dinheiro Explica essa semana.
No vídeo, a repórter Monique Lima destrincha pontos como:
- Qual o peso do comunicado do Copom para o mercado?
- Como isso afeta títulos públicos, ações e dólar?
- Hawkish e dovish: o significado por trás de jargões do mercado
- E qual o impacto real das palavras do BC na economia?
Para entender como as entrelinhas presentes na comunicação do BC afetam suas decisões financeiras, assista ao vídeo completo aqui:
Esquenta dos mercados
A semana dos investidores termina com as atenções ainda voltadas para a temporada de balanços do segundo trimestre deste ano. O destaque desta sexta-feira (31) fica por conta dos resultados da Vale e da Apple, ambos divulgados na noite de ontem.
No caso da mineradora, os números vieram abaixo do esperado pelo mercado, após a companhia elevar as expectativas ao registrar a maior produção para um segundo trimestre desde 2018.
Por aqui, investidores também acompanham os desdobramentos da oferta de permuta do grupo espanhol pelo Santander Brasil, além da homologação do plano de recuperação extrajudicial da Raízen na Justiça.
A Apple também não agradou. A big tech apresentou uma receita total apenas ligeiramente acima do esperado por Wall Street. Apesar disso, os índices futuros de Nova York indicam um dia de ganhos na região.
Isso porque, embora as ações da Apple registrem queda no pré-mercado hoje, o ânimo com os números da Amazon e a divulgação de balanços de outras gigantes seguem impulsionando os mercados dos EUA.
As bolsas europeias também iniciam o dia em alta. Por lá, os investidores monitoram a divulgação de dados preliminares da inflação ao consumidor da Zona do Euro.
O tom positivo também alcançou os mercados asiáticos, que fecharam o pregão desta sexta no azul, em meio à recuperação de ações ligadas à inteligência artificial.
O destaque ficou por conta da Coreia do Sul, onde o principal índice disparou quase 18%. Já em Tóquio, o Nikkei subiu 4,03%, para 64.362,02 pontos, após o Banco do Japão (BoJ) manter o juro básico do país inalterado, como previsto.
Outros destaques do Seu Dinheiro
OFERTA NA MESA
Santander Brasil (SANB11) vai sair da B3? Grupo espanhol lança oferta de R$ 11 bilhões pelas ações dos minoritários no Brasil; veja se vale a pena a troca. Com um prêmio de 15%, a matriz liderada por Ana Botín quer simplificar a estrutura e reforçar a aposta no país; operação envolve a troca de units por BDRs do banco global.
OPORTUNIDADE OU NECESSIDADE?
Por que agora, Bradesco (BBDC4)? Banco surpreende com injeção de até R$ 10 bilhões — oferta é oportunidade ou sinal de alerta? Aumento de capital surpreende investidores justamente quando o banco volta a ganhar a confiança do mercado; analistas veem mais de uma explicação.
POLÍTICA MONETÁRIA
Não adianta culpar petróleo ou El Niño: a queda da taxa Selic depende da dívida pública, e ela vai continuar crescendo, diz ex-BC Mário Mesquita. Economista espera corte de 0,25 ponto percentual nos juros na próxima semana, mas não vê flexibilização consistente à frente.
BALANÇO
Vale (VALE3) sente o peso da guerra e real mais forte: lucro líquido cai 35% no 2T26, mas mineradora libera R$ 8,64 bilhões em proventos. A Ebitda da mineradora deu um salto de 9% entre abril e junho em base anual, mas parte desse desempenho foi neutralizada por aumento de custos.
DATA ESPECIAL EM FAMÍLIA
Dia dos Pais pode lotar seu restaurante, mas isso não garante lucro; veja como evitar os erros mais comuns. Abrasel alerta que um restaurante cheio pode esconder desperdícios, atrasos e perda de margem. Planejamento, cardápio enxuto e controle de custos fazem a diferença.
EXILE ON WALL STREET
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