O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Não se mexe em time que está vencendo. Mas e quando acontece o contrário? Para Bruno Mérola, até agora, em 2022, quem se manteve fiel ao seu time (e ao seu perfil) tem sido recompensado
Mantêm-se as regras: onze jogadores de cada lado e o objetivo de levar a bola ao gol do adversário, de preferência onde a coruja dorme.
Mas tente acertar a mira se as traves mudarem o tempo todo de lugar, ao gosto das torcidas ou da direção do vento…
Parece loucura e impossível ganhar em qualquer jogo em que seu referencial de sucesso esteja em movimento.
E é exatamente isso o que acontece com investidores quando mercados mudam rapidamente de direção, independentemente do tamanho de suas fortunas.
A velocidade que se vai do perfil “agressivo” ao “conservador” no app de investimentos depende dos dígitos da Selic.
Em 2019, com juros entre 4,5% e 6,5% ao ano e Bolsa para o infinito e além, o Brasil se encaminhava para virar a Suíça.
Leia Também
Todos eram ousados, arrojados, agressivos – numa proporção sem dúvida maior do que no próprio país europeu, referência em gestão de patrimônio.
No Carnaval de 2020, com a disseminação da Covid-19, o gringo por aqui cheio de dólar na carteira era rei. Mas com a Selic chegando a 2%, a surpresa: praticamente ninguém saiu dos ativos de risco, de fundos multimercados e de ações. Ainda não era a vez dos conservadores.
Mas inflação é um animal arisco.
Espreguiçando-se entre o fim de 2020 e o início de 2021 e ainda com aquela cara de transitória entre alimentos e combustíveis, faz pouco mais de um ano que o Banco Central também acordou, levando a Selic até os atuais 11,75% no ciclo de alta mais rápido e amplo de nossa história.
Coincidência ou não (para não ficar de fora da expressão da moda), esses dois dígitos fizeram um estrago na indústria de ativos de risco.
Alguns gestores de multimercados e de fundos de ações chegaram a ter que pagar mais de R$ 30 milhões por dia de resgate no fim do ano passado.
Sem a menor cara de pau e com aquele empurrãozinho da marcação na curva – prestes a acabar –, “traders de suitability” viraram a chave para o conservadorismo e a moderação. “Viúvas da renda fixa”, dizem as matérias.
Abandona-se seu time de coração quando ele está perdendo uma sequência de jogos? Até há quem vire a casaca, mas em geral lidamos com a decepção deixando de ir a um jogo ou desviando do assunto na mesa de bar.
Perfil de risco ao investir é coisa sagrada, jogo combinado consigo mesmo para o longo prazo, independente dos preços dos ativos.
É claro que oportunidades na renda fixa podem e devem ser aproveitadas, sem exageros. Em um portfólio, avalia-se continuamente a assimetria entre as classes e, principalmente, a interação entre elas para tomar decisões.
O resultado é que até agora, em 2022, quem se manteve fiel ao seu perfil tem sido recompensado.
Março foi o terceiro melhor mês do IFMM, índice de referência de multimercados do BTG Pactual, desde o início da série em 2000. E o resultado acumulado no ano já é de CDI + 2,2% em menos de quatro meses.
Entre os gestores que mais ganharam dinheiro neste início de ano, três fazem parte da carteira mais arrojada de multimercados da série Melhores Fundos: o Vista Multiestratégia, com 37,5%, o SPX Raptor, com 25,3% até março, e o Vinland Macro Plus, com 15,5%.
Juntos, eles têm contribuído para que o FoF Melhores Fundos Retorno Absoluto, sob gestão da Vitreo, esteja entregando um resultado extraordinário (acima do esperado) de CDI + 7,2% apenas em 2022 e se aproximando de seu fechamento para captação.
Mas além do retorno de curto prazo, pouco relevante na prática, há duas mensagens importantes aqui.
A primeira é que esses três fundos (e todos os outros da carteira) já haviam sido criteriosamente selecionados pela confiança em seus potenciais de longo prazo.
A SPX de Daniel Schneider, Bruno Pandolfi e Rogério Xavier completou 11 anos recentemente com um histórico de 19,8% ao ano.
João Landau e a equipe da Vista já entregam 31,4% ao ano nos últimos sete anos.
James Oliveira e André Laport fundaram a Vinland em 2018 e já acumulam 19,2% ao ano no fundo mais arrojado.
Todos bem acima do CDI e da inflação e, mais importante do que isso, com carreiras ganhadoras de dinheiro em gestão de recursos antes de cada projeto próprio.
A segunda é o “como”. Multimercados têm feito jus ao nome e ganhado dinheiro justamente onde o investidor pessoa física, na média, não costuma ter acesso, escala ou conhecimento.
É raro ter aquele amigo que afirma ter multiplicado o capital apostando em alta de juros nos EUA ou negociando commodities no mercado futuro, duas das principais contribuições globais desses gestores fora da curva.
Ou, ainda, que tenha tido a genialidade de ganhar dinheiro com a inflação no Brasil ao mesmo tempo em que se protegeu do risco de alta de juros, isso tudo sem delegar a profissionais experientes.
Afinal, a coisa mais importante é não trair a si mesmo.
Meu filho será flamenguista por tradição, não pela boa fase dos últimos cinco anos.
Abraço,
Bruno Mérola
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h
Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor
A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas
Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida
O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje
A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores
Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados
Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje
Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano
Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado
Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países
A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial