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Os analistas do banco de investimentos encontraram "assimetrias positivas" na companhia que justificaram uma elevação na recomendação para os papéis

Apesar de ser um dos principais nomes da construção civil brasileira, a Cyrela (CYRE3) não parece estar no radar dos investidores. Ao menos não para a compra, já que está entre as cinco primeiras posições vendidas no mercado acionário do país.
Essa discrepância foi identificada pelo Itaú BBA na atualização da tese de investimento para a empresa. Além dela, os analistas do banco de investimento encontraram mais duas “assimetrias positivas” na companhia que justificaram uma elevação da recomendação para as ações.
A divisão de investimentos do Itaú agora indica a compra para CYRE3, com preço-alvo de R$ 22. O valor justo calculado para o próximo ano implica em um potencial de alta de 26,6% para os papéis, que saltaram 8,15%, a R$ 17,38, nesta quarta-feira (28).
Segundo o Itaú BBA, quando o ambiente macro é positivo e o micro favorável, as ações de construtoras podem dobrar.
O arrefecimento da inflação e o fim do ciclo de alta da taxa Selic tornaram a primeira metade da afirmação possível.
Os analistas reconhecem que a curva de juros ainda está incorporando um prêmio de risco elevado, mas argumentam que, historicamente, ele tende a diminuir após eleições presidenciais.
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No quadro interno da Cyrela, que considera os resultados da companhia, o pior também parece ter ficado para trás por dois motivos principais. O primeiro é técnico e já foi citado no início do texto: o posicionamento leve dos investidores.
Já o segundo está mais ligado a elementos microeconômicos. As taxas de juros pararam de subir e a margem bruta da empresa está se estabilizando, enquanto a probabilidade de riscos de cauda — ou seja, a chance de ocorrerem perdas devido a eventos como cancelamentos de vendas, derrapagens de custos ou restrições de financiamento — diminuiu.
O Itaú BBA reconhece que essas assimetrias podem ser válidas para a maioria das construtoras voltadas para o segmento de média renda.
Mas a Cyrela tem um diferencial que justifica a elevação da recomendação dos papéis: a liquidez. “Como nosso upgrade é principalmente impulsionado por um gatilho macro, acreditamos que os investidores devem trabalhá-lo por meio do nome mais líquido.”
Os analistas relembram que o volume médio de negociações diária é de R$ 100 milhões para CYRE3, contra R$ 30 milhões na EZTec (EZTC) e apenas R$ 5 milhões, na média, para o restante do segmento.
“Além disso, vemos a ação sendo negociada a um valuation atrativo de preço muito abaixo de seu máximo histórico, e enxergamos espaço para que a ação se recupere com a normalização dos resultados e do aumento do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE)”, destaca o Itaú BBA.
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