Veja três razões para comprar Cyrela (CYRE3), segundo o Itaú BBA; construtora salta 7% hoje, mas o banco ainda prevê alta de mais de 26% para as ações
Os analistas do banco de investimentos encontraram "assimetrias positivas" na companhia que justificaram uma elevação na recomendação para os papéis

Apesar de ser um dos principais nomes da construção civil brasileira, a Cyrela (CYRE3) não parece estar no radar dos investidores. Ao menos não para a compra, já que está entre as cinco primeiras posições vendidas no mercado acionário do país.
Essa discrepância foi identificada pelo Itaú BBA na atualização da tese de investimento para a empresa. Além dela, os analistas do banco de investimento encontraram mais duas “assimetrias positivas” na companhia que justificaram uma elevação da recomendação para as ações.
A divisão de investimentos do Itaú agora indica a compra para CYRE3, com preço-alvo de R$ 22. O valor justo calculado para o próximo ano implica em um potencial de alta de 26,6% para os papéis, que saltaram 8,15%, a R$ 17,38, nesta quarta-feira (28).
Três razões para comprar Cyrela (CYRE3)
Segundo o Itaú BBA, quando o ambiente macro é positivo e o micro favorável, as ações de construtoras podem dobrar.
O arrefecimento da inflação e o fim do ciclo de alta da taxa Selic tornaram a primeira metade da afirmação possível.
Os analistas reconhecem que a curva de juros ainda está incorporando um prêmio de risco elevado, mas argumentam que, historicamente, ele tende a diminuir após eleições presidenciais.
Leia Também
No quadro interno da Cyrela, que considera os resultados da companhia, o pior também parece ter ficado para trás por dois motivos principais. O primeiro é técnico e já foi citado no início do texto: o posicionamento leve dos investidores.
Já o segundo está mais ligado a elementos microeconômicos. As taxas de juros pararam de subir e a margem bruta da empresa está se estabilizando, enquanto a probabilidade de riscos de cauda — ou seja, a chance de ocorrerem perdas devido a eventos como cancelamentos de vendas, derrapagens de custos ou restrições de financiamento — diminuiu.
A liquidez importa
O Itaú BBA reconhece que essas assimetrias podem ser válidas para a maioria das construtoras voltadas para o segmento de média renda.
Mas a Cyrela tem um diferencial que justifica a elevação da recomendação dos papéis: a liquidez. “Como nosso upgrade é principalmente impulsionado por um gatilho macro, acreditamos que os investidores devem trabalhá-lo por meio do nome mais líquido.”
Os analistas relembram que o volume médio de negociações diária é de R$ 100 milhões para CYRE3, contra R$ 30 milhões na EZTec (EZTC) e apenas R$ 5 milhões, na média, para o restante do segmento.
“Além disso, vemos a ação sendo negociada a um valuation atrativo de preço muito abaixo de seu máximo histórico, e enxergamos espaço para que a ação se recupere com a normalização dos resultados e do aumento do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE)”, destaca o Itaú BBA.
ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU
SpaceX salta 10% após balanço, mas duas linhas do resultado servem para manter investidores ‘com os pés no chão’, diz BTG
21 de outubro de 2026 - 11:17É COMPRA
XP dá sinal verde para fundo imobiliário e recomenda compra — mas com uma ressalva
20 de outubro de 2026 - 15:07ESG
B3 realiza 2ª edição de toque de campainha dedicado à filantropia para levar a causa para dentro das empresas
20 de outubro de 2026 - 13:32DEPOIS DO TOMBO
Com queda de 30% em 2026, TRXF11 quer recomprar cotas, mas um ‘detalhe’ pode limitar a operação
20 de outubro de 2026 - 12:32MERCADOS HOJE
3 mil pontos em 13 minutos: o gatilho que disparou o Ibovespa antes da eleição
20 de outubro de 2026 - 12:04BILHÕES NO RALO
“O investidor trocou Vale por Petrobras”: a combinação que faz a mineradora perder R$ 24 bilhões enquanto o Ibovespa festeja
20 de outubro de 2026 - 10:29FOME RENOVADA
TRXF11 coloca maior centro de distribuição do Mercado Livre (MELI34) na carteira por R$ 250 milhões — mas volta atrás em outro negócio
19 de outubro de 2026 - 10:07'NÃO É HORA DE VENDER'
Ibovespa a 240 mil pontos? Inter explica por que ainda vê espaço para a bolsa subir
18 de outubro de 2026 - 15:30MOVIMENTOS TÁTICOS
Estrangeiros despejam R$ 19 bilhões na bolsa em outubro; desafio agora é transformar aposta eleitoral em fluxo permanente
17 de outubro de 2026 - 12:11RESUMO SEMANAL
Petrobras (PETR4) sobe mais de 6% e escapa do tombo do Ibovespa; veja o que movimentou a bolsa na semana
17 de outubro de 2026 - 9:58MUDANÇA DE ARES
Brasil é a melhor escolha na América Latina: BTG zera posição em Argentina e aposta em oito ações brasileiras
16 de outubro de 2026 - 19:27UM TEMPERO EXTRA
Não é só o rali eleitoral: BTG tem mais motivos para recomendar C&A (CEAB3), XP (XPBR31), Cyrela (CYRE3) e estas outras ações
16 de outubro de 2026 - 18:28DEPOIS DA FESTA
Ibovespa a 240 mil pontos? Mesmo após o rali eleitoral com Flávio Bolsonaro, Inter e Citi ainda veem espaço para a bolsa subir
16 de outubro de 2026 - 14:00TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO