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Obras da Usiminas em usina de Ipatinga (MG) tinham valor inicial estimado em R$ 1,23 bilhão, mas custarão R$ 2,72 bilhões com impacto da inflação
O mercado parece não ter visto com bons olhos o anúncio da Usiminas (USIM5) de que gastará um dinheiro além do previsto para reformas e manutenções em suas usinas.
De acordo com o anúncio feito nesta sexta-feira (26), a Usiminas prevê gastar R$ 1,1 bilhão para fazer reparos emergenciais na usina de Ipatinga (MG), com um valor extra e não previsto anteriormente de R$ 633 milhões.
Segundo a Usiminas, esse valor adicional é necessário por conta dos efeitos da inflação nos custos da obra, que foram calculados em 2019 e avaliados em R$ 1,23 bilhão. Agora, o valor atualizado da reforma passa a ser de R$ 2,72 bilhões.
A Usiminas informou, ainda, que fará investimentos totais de R$ 2,05 bilhões neste ano e outros R$ 2,4 bilhões em 2023. Até o final de 2025, a expectativa é de que a empresa desembolse R$ 2,7 bilhões.
Às 11h30, as ações da Usiminas caíam 5,27%, cotadas a R$ 8,80.

Em relatório, os analistas do Bradesco BBI apontam as dificuldades operacionais enfrentadas pela Usiminas para levar tais reformas adiante.
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Para a equipe, o desembolso além do previsto implicará em um investimento (capex) adicional bastante significativo.
Apesar disso, fazem a ressalva de que a empresa está desalavancada, o que torna difícil que tais investimentos adicionais impactem demais o sólido balanço da companhia.
O Bradesco BBI espera um movimento de venda de USIM5.
"Esperamos uma reação negativa do mercado ao anúncio, à medida que os investidores se tornam mais cautelosos com as crescentes necessidades de investimento da empresa nos próximos anos", escreveram.
O banco mantém recomendação de compra das ações da Usiminas, com preço-alvo de R$ 20 — potencial de alta de 115,2% se considerado o fechamento de ontem a R$ 9,29.
Nesta semana, o Itaú BBA atualizou suas projeções para as siderúrgicas brasileiras, elegendo Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) como suas preferidas no setor, respectivamente.
Para os analistas do banco, o preço-alvo de USIM5 para o fim de 2023 é de R$ 15 — potencial de alta de 61,4% se considerado o fechamento de ontem a R$ 9,29.
A equipe considerou os resultados do segundo trimestre das companhias, a curva de preços do minério de ferro e também o custo de capital mais alto nos cálculos, resultando em avaliações mais modestas. Para eles, a Usiminas é atraente por conta de sua "proposta de risco-recompensa e da forte geração de fluxo de caixa livre".
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